O Tribunal Constitucional de São Tomé e Príncipe anunciou, esta terça-feira, a vitória de Carlos Vila Nova nas eleições presidenciais, realizadas a 19 de julho. O engenheiro obteve 31.613 votos, o que corresponde a 55,88% do total. O presidente do Tribunal, Artur Vera Cruz, declarou: “Declaro oficialmente vencedor desta eleição o engenheiro Carlos Vila Nova. Publique-se!”.
O apuramento geral revelou que foram contabilizados 56.574 votos válidos, representando cerca de 40% dos eleitores inscritos. O segundo candidato mais votado foi Nito d’Abreu, que arrecadou 23.457 votos (41,46%). Os restantes candidatos, Miques João e Eugénio Tiny, obtiveram 900 (1,59%) e 604 votos (1,07%), respetivamente.
Os resultados finais apresentaram uma ligeira discrepância em relação aos dados preliminares, que indicavam uma vitória de Carlos Vila Nova com 55,94% dos votos. Naquele momento, Nito d’Abreu tinha 41,92% dos votos.
Mais de 142 mil eleitores foram convocados para estas eleições, que, apesar da tensão política, decorreram sem incidentes significativos. No dia do anúncio dos resultados, Carlos Vila Nova manifestou a sua intenção de unir o país, afirmando que contava “com todos” para a reconstrução, incluindo aqueles que optaram por “uma escolha diferente”.
O novo presidente, que inicia um mandato de cinco anos, sublinhou que “não há vencedores nem vencidos” e que é essencial superar a divisão e o ressentimento. “A pacificação social será uma das grandes prioridades do meu mandato”, garantiu, acrescentando que “não haverá desenvolvimento económico sem estabilidade social”.
Carlos Vila Nova, que não teve o apoio oficial da Ação Democrática Independente (ADI), apresentou-se à reeleição com uma coligação que incluiu vários partidos, como o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) e o Movimento Basta. Por outro lado, Nito d’Abreu, líder parlamentar da ADI, foi o candidato oficial da ala leal ao ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada.
As eleições foram observadas por várias missões internacionais, incluindo representantes da União Europeia e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Agora, São Tomé e Príncipe prepara-se para as eleições legislativas, autárquicas e regionais, agendadas para 27 de setembro.
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Fonte: ECO





