EDP regista crescimento significativo após nova lei de Trump

O telefone da EDP não tem dado tréguas desde a aprovação da chamada ‘lei grande e linda’ de Donald Trump, que ocorreu a 4 de julho de 2025. Miguel Stilwell d’Andrade, presidente-executivo da EDP, afirmou que “os Estados Unidos continuam a suportar o crescimento” da empresa, refletindo um impacto positivo nas suas contas.

Desde que Trump voltou ao poder, a contribuição dos EUA para o EBITDA da EDP Renováveis (EDPR) aumentou de cerca de 52% no final de 2024 para mais de 60% no primeiro semestre de 2026. Este crescimento está ligado ao aumento da capacidade instalada no país, que já ultrapassa os 20 gigawatts em todo o mundo.

Apesar do cenário favorável, a EDP enfrentou desafios. Este ano, a empresa anunciou ter chegado a um acordo para resolver litígios com as autoridades norte-americanas relacionados com duas centrais eólicas offshore, Bluepoint Wind e Golden State Wind. Este acordo inclui uma compensação de 200 milhões de euros. Contudo, a situação do projeto Southcoast Wind ainda está pendente, com Stilwell a afirmar que “continuamos a trabalhar sobre o tema”.

No primeiro semestre, o lucro da EDP Renováveis disparou 96%, atingindo 184 milhões de euros. O EBITDA também teve um aumento significativo de 11%, ultrapassando os mil milhões de euros. Segundo Stilwell, “a procura por eletricidade está a acelerar”, com a energia eólica, solar e baterias a serem as soluções mais rápidas para atender a esta crescente demanda. A procura de eletricidade nos EUA tem crescido a uma taxa de 2% ao ano, impulsionada em parte pela necessidade de alimentar centros de dados, especialmente na era da inteligência artificial.

Desde a aprovação da nova lei, a EDP fechou nove acordos que totalizam 1,5 gigawatts, sendo que 70% desses acordos são de energia solar. A empresa já dispõe de 2 gigawatts de ‘powered land’ nos EUA, que são propriedades com acesso a eletricidade, prontas para a instalação de centros de dados.

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Além disso, a capacidade instalada da EDP atingiu 20,5 gigawatts em junho, com um crescimento de 7% em relação ao ano anterior. No entanto, as vendas de eletricidade caíram 2%, totalizando 1.150 milhões de euros, devido a uma redução de 6% no preço médio. Apesar disso, a produção de eletricidade renovável aumentou 4%, alcançando 22,1 TWh.

Os custos operacionais da EDP desceram 2%, resultado de medidas de eficiência implementadas. A dívida líquida da empresa atingiu 8,7 mil milhões de euros, um aumento de 600 milhões em relação ao final de 2025, impulsionada pelo investimento em expansão de capacidade.

O lucro da EDP, por sua vez, subiu 3% para 732 milhões de euros, beneficiando do forte desempenho das energias renováveis e do início de um novo período regulatório para as redes na Península Ibérica. O EBITDA recorrente também cresceu 5%, totalizando 2,73 mil milhões de euros.

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Fonte: Sapo

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