Soluções portuguesas para proteger hospitais de ciberataques

A cibersegurança hospitalar é uma questão crítica que vai muito além da proteção de dados. Em jogo estão vidas humanas, e por isso, a necessidade de soluções eficazes é premente. O INESC TEC, a InvisibleLab e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) uniram esforços num projeto inovador chamado Rescueware, que visa desenvolver e testar uma solução destinada a proteger os sistemas hospitalares e a recuperar dados em caso de ataques de ransomware.

O principal objetivo do Rescueware é garantir a continuidade operacional dos hospitais, proteger dados clínicos sensíveis e mitigar o risco de interrupções nos serviços de saúde. Além disso, pretende-se reduzir a dependência de pagamentos de resgates, conforme indicado pelo INESC TEC numa nota enviada à imprensa. Francisco Cruz, fundador da InvisibleLab, sublinha a importância de uma recuperação rápida e integral da informação, uma vez que a indisponibilidade dos sistemas pode comprometer diretamente os cuidados prestados aos doentes.

O ransomware, um tipo de software malicioso, infiltra-se em computadores e redes, cifrando ficheiros ou bloqueando o acesso aos sistemas. Os atacantes exigem um resgate para devolver o acesso aos dados ou para evitar a divulgação de informações sensíveis. Em 2022, o Hospital Garcia de Horta foi alvo de um ataque que resultou no adiamento de consultas e cirurgias, enquanto, em 2019, a Fundação Champalimaud também sofreu um ataque que paralisou as suas operações por 44 a 48 horas. Estes casos demonstram como os hospitais se tornaram alvos atrativos para cibercriminosos, especialmente com a crescente dependência de infraestruturas digitais para o registo clínico e coordenação de cuidados.

O responsável de cibersegurança da ULSAM alerta que um ataque de ransomware pode comprometer não só a continuidade assistencial, mas também a segurança da informação e a confiança nas instituições. Orlando Dantas, da ULSAM, destaca o compromisso da unidade em reforçar a resiliência digital e proteger sistemas críticos.

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A equipa do INESC TEC está a desenvolver uma solução inovadora que permitirá a recuperação eficiente de dados críticos, reduzindo o tempo de indisponibilidade dos serviços afetados. Além disso, serão criadas ferramentas para a deteção precoce de ataques, que serão testadas em ambientes simulados em colaboração com a ULSAM. João Paulo, investigador do INESC TEC, enfatiza que é crucial combinar soluções de deteção com mecanismos que garantam a recuperação eficiente de dados, evitando assim perdas financeiras significativas para as instituições.

O projeto Rescueware, com uma duração de três anos e cofinanciado pela União Europeia através do Programa Regional NORTE 2030, também incluirá ações de formação em ciberhigiene para profissionais de saúde, promovendo uma abordagem integrada à cibersegurança hospitalar. Esta articulação entre investigação, desenvolvimento tecnológico e validação em contexto real é o que distingue o Rescueware no panorama da cibersegurança hospitalar.

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Fonte: Sapo

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