Literacia financeira nas escolas: parceria entre entidades portuguesas

O Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, que inclui o Banco de Portugal, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), uniu-se ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação para promover a literacia financeira nas escolas portuguesas. Esta parceria foi formalizada através de um comunicado, que revela que o acordo faz parte do Plano Nacional de Formação Financeira para o período de 2026 a 2030, abrangendo desde o 1.º ciclo do ensino básico até ao ensino secundário.

A iniciativa será implementada em três frentes principais: a produção de materiais pedagógicos, a capacitação de formadores e o desenvolvimento de cursos para professores, tanto os que já estão em exercício como os futuros docentes. A literacia financeira é considerada cada vez mais essencial para a formação de cidadãos informados e responsáveis, conforme mencionado no comunicado.

Em colaboração com o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), os reguladores irão criar vídeo-aulas e apresentações modulares sobre os temas incluídos nas Aprendizagens Essenciais, especificamente na área de “Literacia Financeira e Empreendedorismo”. Estes conteúdos serão integrados numa plataforma digital, que servirá de apoio contínuo a alunos e professores, mesmo fora do ambiente escolar.

Para garantir uma implementação eficaz, será criada uma bolsa de formadores composta por estudantes do ensino superior, docentes e outros profissionais, que receberão formação para lecionar em conjunto com os professores de Cidadania e Desenvolvimento. Esta formação será direcionada a estudantes desde o 1.º ciclo do ensino básico até ao ensino secundário.

O plano também prevê a formação de professores já em funções, com novos cursos flexíveis organizados por ciclos de ensino e temas, complementando o curso de certificação já existente no âmbito do Plano Nacional de Formação Financeira. Uma novidade significativa é a introdução de um módulo de Literacia Financeira nas Escolas Superiores de Educação, que será incluído nos mestrados em Ensino. Isso significa que os futuros professores estarão melhor preparados para abordar a educação financeira desde o início da sua carreira.

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Além disso, o Plano Nacional de Formação Financeira 2026-2030 incluirá ações dirigidas ao público adulto e mecanismos para avaliar o impacto das iniciativas, numa clara aposta na melhoria da eficiência operacional do próprio plano. A literacia financeira, portanto, não se limita apenas ao contexto escolar, mas visa abranger toda a sociedade.

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Fonte: ECO

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