Um juiz federal dos Estados Unidos bloqueou a construção de um salão de baile de 400 milhões de dólares na Casa Branca, um projeto ambicioso de Donald Trump. A decisão, proferida pelo juiz distrital Richard Leon, surge após um pedido de providência cautelar do National Trust for Historic Preservation, que argumenta que Trump ultrapassou a sua autoridade ao demolir a histórica Ala Este sem a aprovação do Congresso.
Na sua decisão, o juiz Leon enfatizou que “o Presidente dos Estados Unidos é o guardião da Casa Branca para as futuras gerações de Primeiras Famílias. Não é, no entanto, o seu proprietário!” Esta afirmação reflete a preocupação com a preservação do património histórico do edifício.
O juiz decidiu suspender o projeto do salão de baile enquanto o processo judicial avança, dando à administração Trump a oportunidade de recorrer. Contudo, alertou que qualquer construção que não cumpra a sua ordem corre o risco de ser desmontada. “Enquanto e até que o Congresso aprove este projeto através de autorização legal, a construção tem de parar!”, afirmou Richard Leon.
Donald Trump tem defendido a remodelação do salão de baile como um símbolo da sua presidência e tem estado pessoalmente envolvido no projeto, desde a concepção até à escolha dos materiais. A decisão do juiz representa um revés significativo para o Departamento de Justiça, que se opôs à providência cautelar e argumentou que a remodelação é uma alteração permitida para modernizar a Casa Branca.
O National Trust processou Trump e várias agências federais após a demolição da Ala Este, que foi construída em 1902 e ampliada durante a presidência de Franklin Roosevelt. O juiz concluiu que Trump não obteve a necessária aprovação legislativa para avançar com o projeto, conforme exigido pela lei federal.
Trump prometeu que o salão de baile seria o “melhor” do país, mas os críticos argumentam que nem ele nem o National Park Service tinham autoridade para demolir a estrutura histórica ou construir uma nova instalação sem a aprovação do Congresso. Em fevereiro, um painel da U.S. Commission of Fine Arts, composto por nomeados por Trump, aprovou o projeto por unanimidade.
Após a decisão do juiz, Trump classificou o grupo de preservação histórica como um “grupo de lunáticos da esquerda radical”. Durante uma audiência, o juiz pressionou os advogados do governo sobre as mudanças nas explicações do Departamento de Justiça, sublinhando que a Casa Branca é um “lugar especial” e um “símbolo icónico” da nação.
A administração Trump argumenta que o salão de baile modernizaria as infraestruturas e melhoraria a segurança, aliviando a pressão sobre a residência executiva, que frequentemente utiliza estruturas temporárias para eventos. O projeto é financiado exclusivamente por doadores privados, uma informação que Trump tem reiterado.
O salão de baile faz parte de um plano mais amplo de Trump para remodelar o centro de Washington, que inclui a construção de um arco de 250 pés e alterações no Kennedy Center. A administração Trump já comunicou ao juiz a sua intenção de recorrer da decisão.
Questionado sobre o caso, Trump afirmou que está demasiado ocupado, mas reconheceu a importância do projeto, que promete estar concluído até o verão de 2028, meses antes de deixar a Casa Branca.
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Fonte: ECO





