A Associação Empresarial da Região de Leiria e a Câmara de Comércio e Indústria lançaram um apelo ao Presidente da República para que aborde a falta de comunicações e a resposta das seguradoras, questões que continuam a impactar as empresas da região. Luís Febra, presidente da Nerlei/CCI, sublinhou que, apesar de alguma evolução na área dos seguros, muitas empresas ainda não receberam os pagamentos devidos, o que gera grande preocupação.
Atualmente, a taxa de ressarcimento dos seguros ronda os 40%. As seguradoras justificam esta situação com a falta de orçamentos detalhados, uma realidade que, segundo Febra, se deve ao elevado volume de trabalho que as empresas enfrentaram. “O Presidente da República pode exercer uma pressão adicional sobre as seguradoras para ajudar a melhorar a liquidez das empresas, que é fundamental para a recuperação dos negócios”, afirmou.
Na antevisão da Presidência Aberta de António José Seguro, que terá início na próxima segunda-feira nas áreas afetadas pela tempestade Kristin, Febra também destacou a falta de comunicações em várias freguesias, como Maceira e Pataias. “Para as empresas, essa situação é extremamente prejudicial”, alertou.
Muitas empresas estão a recorrer ao equipamento ‘starlink’ para aceder à internet, mas o desempenho tem sido insatisfatório, com algumas a reportar uma redução da produtividade para apenas 10 ou 15%. “A maioria das informações e softwares estão na nuvem. Sem fibra ótica, o trabalho torna-se impossível. Este é um constrangimento sério, especialmente quando se fala de digitalização”, frisou.
Febra considera que a Presidência Aberta de António José Seguro é uma oportunidade para dar visibilidade à região, que necessita de motivação. “Ainda há muitos empresários e trabalhadores com telhados por arranjar e casas em condições precárias. A visita do Presidente a Leiria é crucial neste momento”, acrescentou.
O empresário pretende também informar o chefe de Estado sobre uma proposta já apresentada ao Governo, que visa a criação de um fundo de capitais públicos para apoiar as empresas em fusões e aquisições, promovendo assim ganhos de escala. “É essencial que a região tenha um bom ordenamento do território e atraia empresas âncora que possam criar valor”, defendeu.
Além disso, Luís Febra salientou a importância de aumentar o salário médio na região, que atualmente é inferior à média nacional. “Precisamos de reter os jovens formados e atrair novos talentos. Leiria não pode ser apenas uma cidade agradável para viver, mas também um lugar onde as pessoas se sintam atraídas a trabalhar”, concluiu.
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Leiria Leiria Nota: análise relacionada com Leiria.
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Fonte: ECO





