Manifestantes exigem soluções para problemas no SNS em Lisboa

Cerca de duzentos utentes, profissionais de saúde e dirigentes sindicais reuniram-se hoje em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, para exigir respostas do Governo sobre os problemas que afetam o Serviço Nacional de Saúde (SNS). O protesto, que coincide com o Dia Mundial da Saúde, foi convocado pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, com o apoio de várias comissões de utentes e do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP).

Os manifestantes, munidos de balões coloridos e bandeiras com a inscrição “Defender o SNS”, entoaram palavras de ordem como “A luta continua nos serviços e na rua” e “A saúde é um direito sem ela nada feito”. À frente da concentração, uma faixa destacava a mensagem “Mais SNS para todos. Valorizar os trabalhadores, servir as populações”, refletindo a reivindicação central do evento: a defesa e o reforço do Serviço Nacional de Saúde.

Sebastião Santana, coordenador da Frente Comum, expressou a urgência da situação, afirmando que “aquilo que estamos hoje aqui a fazer é exigir do Governo respostas para os problemas que existem no Serviço Nacional de Saúde”. Ele sublinhou que as políticas atuais têm levado a uma degradação acentuada dos serviços públicos de saúde, o que é inaceitável.

Na resolução distribuída durante a manifestação, a Frente Comum repudiou as decisões que têm contribuído para o desinvestimento no SNS. Santana recordou que a criação do Serviço Nacional de Saúde em 1979 representou um “avanço civilizacional gigante” em Portugal, que sempre respondeu às crises, incluindo a pandemia. No entanto, atualmente, o SNS enfrenta desafios sem precedentes, como listas de espera enormes para consultas e cirurgias, e quase dois milhões de utentes sem médico de família.

“Para o Governo, pelos vistos, está tudo bem, está tudo a funcionar espetacularmente”, lamentou Santana, criticando a gestão da saúde nas últimas décadas. Ele enfatizou que a responsabilidade pela situação atual recai sobre quem governa o país e sobre as políticas que direcionam metade do orçamento da saúde para o setor privado.

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A manifestação de hoje é um apelo claro à ação do Governo para que tome medidas urgentes em defesa do Serviço Nacional de Saúde. Os cidadãos exigem um SNS fortalecido, capaz de garantir que a saúde seja um direito acessível a todos.

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Fonte: Sapo

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