O comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis, afirmou que Portugal pode ter “alguma margem de manobra” para enfrentar a crise provocada pelo conflito no Médio Oriente. Durante uma audição na comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, Dombrovskis destacou que o país apresenta uma posição orçamental sólida, tendo registado um excedente orçamental no ano anterior.
No entanto, o comissário sublinhou que as medidas a serem implementadas em Portugal e na União Europeia (UE) para mitigar os efeitos económicos da guerra no Irão devem ser “temporárias e direcionadas”. Esta abordagem visa garantir maior eficiência e minimizar o impacto orçamental. A crise energética e as perturbações no fornecimento de energia afetam inicialmente os preços dos combustíveis, propagando-se depois para a economia em geral.
Dombrovskis também alertou que a inflação elevada tem um efeito negativo sobre o poder de compra dos cidadãos. “É importante que abordemos e consigamos reduzir a inflação o mais rapidamente possível”, afirmou, sugerindo medidas como a redução da tributação. A eurodeputada Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, questionou Dombrovskis sobre o aumento do custo de vida em Portugal, que atingiu um recorde, e mencionou que muitas pessoas enfrentam dificuldades para abastecer os seus veículos.
Uma análise de cenários da Comissão Europeia indica que, se a crise energética for de curta duração, o crescimento da UE poderá ficar entre 0,2 e 0,4 pontos percentuais abaixo das previsões económicas de outono. A inflação poderá aumentar até um ponto percentual. Contudo, se as disrupções no fornecimento de energia se prolongarem ou forem mais severas, o impacto será ainda maior, com uma previsão de recuo no crescimento de 0,4 a 0,6 pontos percentuais e um aumento da inflação entre 1,1 e 1,5 pontos percentuais, tanto em 2026 como em 2027.
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Fonte: ECO





