TAP lucra apenas 25 cêntimos por passageiro, muito abaixo da média

A TAP, a companhia aérea nacional de Portugal, revelou que o seu lucro por passageiro é de apenas 25 cêntimos, um valor alarmantemente baixo quando comparado aos 13 euros de média dos dois principais interessados na sua privatização. Este dado assume uma importância crucial na próxima fase do processo de privatização, que se estende até 1 de julho, e coloca uma pressão adicional sobre os potenciais compradores para aumentarem a rentabilidade da transportadora.

Os sinais de alerta já estão a ser emitidos por grandes players da aviação, como a Air France-KLM e a Lufthansa. Em 2025, o preço do petróleo foi significativamente mais baixo, o que ajudou a TAP a melhorar as suas contas. Contudo, a atual instabilidade no Médio Oriente e a crise energética podem complicar a situação financeira da companhia. A Air France-KLM, por exemplo, reportou um lucro de 17 euros por passageiro, totalizando 1,75 mil milhões de euros com mais de 100 milhões de passageiros. A Lufthansa segue com 10 euros de lucro por passageiro, enquanto a TAP, com 16,7 milhões de passageiros, obteve um lucro total de apenas 4,1 milhões de euros.

A média global de lucro por passageiro em 2025 foi de 7,9 dólares, enquanto na Europa este valor subiu para 11 dólares, segundo a IATA. A TAP, além de ter enfrentado uma perda contabilística de 42 milhões de euros devido à atualização das taxas de IRC, viu o seu lucro por passageiro cair para 2,7 euros, ainda muito distante da média europeia e mundial.

A empresa está a passar por um processo de due diligence, onde os interessados terão acesso a toda a informação financeira. Este procedimento é essencial para garantir que não haja surpresas após a conclusão da venda. Um especialista em aviação, Pedro Castro, questiona a TAP e o Governo sobre a possibilidade de dividendos para os contribuintes, dado que a companhia não distribuiu lucros nos últimos quatro anos.

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A TAP também enfrenta desafios operacionais, com custos a aumentar devido a despesas com pessoal e amortizações de novos aviões. Apesar de ter transportado mais passageiros e aumentado a receita, os custos operacionais e de pessoal subiram, levando a uma diminuição das receitas unitárias em um cenário de crescente concorrência.

O Governo português, por sua vez, não vê a desistência da IAG, proprietária da Iberia e British Airways, como um obstáculo ao processo de privatização. O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, afirmou que a apresentação de uma única proposta não será um problema, desde que cumpra as condições estipuladas e ofereça um valor excecional.

A TAP viu a sua margem operacional cair de 8% para 6% em 2025, um indicador que mede a rentabilidade das operações principais. A comparação com concorrentes como a Air France-KLM e a Lufthansa, que apresentam margens superiores, levanta questões sobre a viabilidade da TAP no atual cenário de venda.

Leia também: O futuro da TAP e os desafios da privatização.

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Fonte: Sapo

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