A Casa Branca emitiu um memorando interno que proíbe os seus funcionários de fazer apostas em aplicações de apostas ou mercados financeiros relacionados com a guerra no Irão, utilizando informação privilegiada. Este aviso, enviado pelo Gabinete de Gestão Orçamental e datado de 24 de março, surge no contexto de uma polémica que tem envolvido o Governo Trump e a plataforma de apostas Polymarket, que conta com investidores como o próprio Presidente Donald Trump e a sua empresa 1789 Capital.
Os apostadores na Polymarket têm estado no centro da controvérsia, tendo até ameaçado jornalistas, como Emanuel Fabian, editor de Defesa do The Times of Israel, por publicarem informações que não se alinhavam com as suas apostas. A agência Bloomberg destacou que até a menor declaração pública de Trump sobre o Irão pode ter um impacto económico significativo. Um exemplo disso ocorreu a 23 de março, quando Trump anunciou uma pausa na sua ameaça de atacar centrais elétricas iranianas, levando a um aumento nas transações de contratos de futuros.
Após a publicação do memorando, o porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, reafirmou que Trump deixou claro que nenhum funcionário ou membro do Congresso pode utilizar informação privilegiada para benefício financeiro. As apostas oportunas sobre a guerra no Irão, realizadas por contas anónimas na Polymarket, geraram lucros significativos, levando os analistas a investigar possíveis indícios de uso de informação privilegiada.
Atualmente, alguns pagamentos de apostas relacionadas com a guerra no Irão estão congelados devido a disputas, e os operadores não conseguem realizar os seus pagamentos enquanto se discute o que constitui um cessar-fogo. Ingle enfatizou que todos os funcionários federais devem seguir normas éticas que proíbem o uso de informações não públicas para ganhos financeiros. Qualquer insinuação de envolvimento de funcionários do Governo em tais atividades, sem provas, é considerada irresponsável.
Recentemente, o Pentágono teve que desmentir uma notícia do Financial Times que implicava o secretário da Defesa, Pete Hegseth, em atividades financeiras questionáveis relacionadas com a guerra no Irão. O porta-voz do Departamento de Defesa, Sean Parnell, classificou a notícia como uma difamação infundada. Um grupo de senadores democratas, liderado por Elizabeth Warren, Richard Blumenthal e Tammy Duckworth, pediu que Hegseth preste esclarecimentos sobre a situação, visando identificar possíveis falhas nas práticas do departamento que poderiam levar a conflitos de interesse.
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Fonte: ECO





