Apesar dos alertas sobre um verão com elevado risco de incêndios, muitos proprietários em Portugal continuam a procrastinar a limpeza dos seus terrenos. Um estudo recente da Fixando, que entrevistou 2.000 utilizadores entre março e abril, revela que 88,6% dos proprietários pretendem realizar a limpeza este ano, mas a maioria admite que o fará apenas no limite do prazo legal.
A situação para 2026 é preocupante. O inverno passado, marcado por chuvas intensas e tempestades, resultou num crescimento acelerado da vegetação e na acumulação de detritos e árvores caídas. Contudo, existe um desfasamento entre o risco real e a perceção dos proprietários: 75% dos inquiridos acredita que as tempestades do início do ano não afetaram os seus terrenos, ignorando o aumento da carga combustível que isso acarreta.
Miguel Mascarenhas, co-fundador da Fixando, alerta que “a grande maioria dos proprietários está consciente da importância da limpeza, mas continua a adiar esta tarefa crítica”. Ele sublinha que “uma limpeza atempada é uma das formas mais eficazes de prevenção de incêndios”.
Um dos principais obstáculos para uma ação mais rápida é a sensibilidade ao custo. Para 63,6% dos inquiridos, o preço é o critério mais importante na escolha de um profissional, superando a rapidez (43,2%) e a experiência (38,6%). O orçamento disponível reflete esta preocupação financeira: 25% dos proprietários planeiam gastar menos de 100 euros; 20,5% entre 100 e 250 euros; e apenas 20,5% estão dispostos a investir entre 500 e 1.000 euros, um valor que pode ser insuficiente para a dimensão dos terrenos, já que quase metade (47,7%) tem mais de 5.000 m².
Apesar do adiamento, nota-se uma tendência crescente para a profissionalização da limpeza. Cerca de 47,7% dos proprietários tencionam contratar especialistas, enquanto 36,4% planeiam realizar o trabalho por conta própria. Esta tendência é crucial, uma vez que quase metade dos terrenos analisados está situada em zonas rurais, áreas mais vulneráveis à propagação de incêndios florestais.
Com o prazo a aproximar-se, a Fixando reforça a necessidade de ação imediata, enfatizando que a limpeza preventiva não é apenas uma obrigação legal, mas também uma medida essencial para proteger pessoas e bens num verão que promete ser exigente. Leia também: A importância da limpeza de terrenos na prevenção de incêndios.
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Fonte: Sapo





