O primeiro vice-presidente do Irão, Mohamed Reza Aref, afirmou que a possibilidade de um acordo nas negociações de paz, que se iniciam este sábado em Islamabad, depende da postura dos Estados Unidos. Aref declarou que se os EUA priorizarem os seus próprios interesses em detrimento dos de Israel, um entendimento pode ser alcançado.
“Se negociamos em Islamabad com representantes dos ‘Estados Unidos primeiro’, é provável que consigamos um acordo que beneficie ambas as partes e o mundo”, escreveu Aref na rede social X, conforme citado pela agência Efe. Contudo, ele alertou que se a abordagem for a de “representantes de ‘Israel primeiro'”, as negociações não terão sucesso. Nesse cenário, Aref enfatizou que o Irão intensificará a sua defesa, o que poderá resultar em custos mais elevados para a comunidade internacional.
O presidente do parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, que lidera a delegação do Irão nas conversações, também expressou a sua disposição para negociar, embora tenha sublinhado a falta de confiança nos Estados Unidos. “Temos boa vontade, mas não confiamos nos Estados Unidos devido às experiências das últimas negociações”, afirmou, referindo-se a encontros anteriores sobre a questão nuclear que culminaram em ações militares por parte de Israel e dos EUA.
A delegação iraniana inclui figuras proeminentes como o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, e o secretário do Conselho de Defesa, Ali Akbar Ahmadian, entre outros altos responsáveis do setor militar e financeiro. Por seu lado, a delegação dos Estados Unidos é composta pelo vice-presidente JD Vance, pelo enviado especial Steve Witkoff e pelo assessor Jared Kushner, além de representantes do Pentágono.
As negociações em Islamabad são vistas como uma oportunidade crucial para o futuro das relações entre o Irão e os EUA, especialmente no contexto das tensões regionais. A busca por um acordo Irão que satisfaça todas as partes envolvidas é um desafio complexo, mas a disposição para o diálogo é um passo importante.
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Fonte: Sapo





