Descontentamento económico em Hungria favorece partido Tisza

A situação económica na Hungria, marcada por estagnação e baixos salários, está a gerar um crescente descontentamento entre os cidadãos. Este cenário tem beneficiado o partido Tisza, que lidera as sondagens para as eleições legislativas agendadas para este domingo. Segundo analistas, o partido, liderado por Péter Magyar, tem conseguido captar o apoio popular em meio a uma crise económica que se agrava.

De acordo com a organização não-governamental (ONG) Comité de Helsínquia Húngaro, a Hungria enfrenta um aumento significativo do custo de vida e um desenvolvimento económico lento, que se arrasta há vários anos. O governo, sob a liderança do primeiro-ministro Viktor Orbán, não tem cumprido as promessas económicas feitas aos cidadãos, o que tem gerado um clima de insatisfação. A ONG destaca que o descontentamento social tem vindo a crescer, evidenciando problemas em áreas como a saúde, os transportes públicos e o sistema de proteção infantil.

Num artigo publicado pela revista Foreign Policy, a popularidade do partido Tisza é atribuída à deterioração da situação económica e à crise do custo de vida. Entre 2022 e 2024, a Hungria registou uma das taxas de inflação mais elevadas da União Europeia, com um pico de 25%. Além disso, o congelamento de subsídios europeus, devido a preocupações com corrupção e violações do Estado de Direito, tem agravado ainda mais a situação.

Péter Marki-Zay, autarca e candidato da oposição, sublinha que a crise económica também está a afetar os eleitores do Fidesz, partido no poder há 16 anos. A investigadora Ilona Gizinska, do Centro para Estudos de Leste, afirma que a economia húngara entrou num estado de “estagnação estável”, perdendo a capacidade de se desenvolver em linha com os países mais avançados da UE. O modelo de crescimento baseado em capital estrangeiro e baixos custos laborais não resultou numa modernização estrutural, levando a baixos salários e a uma diferença persistente de rendimentos em relação à média da UE.

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As três principais agências de rating, Moody’s, S&P e Fitch Ratings, projetam uma perspetiva negativa para a economia húngara, refletindo riscos fiscais e políticos crescentes. A recessão económica tem aberto novos espaços políticos para a oposição, que se aproveita da frustração económica da população e da exigência por medidas anticorrupção. O partido Tisza, que pretende desmantelar o atual sistema político e económico, surge como um verdadeiro desafio para o governo.

Cerca de oito milhões de eleitores são esperados nas urnas para escolher os 199 membros do parlamento. Estas eleições são consideradas cruciais, pois a continuidade de Viktor Orbán no poder pode estar em risco, com o partido Tisza a liderar as sondagens.

Leia também: O impacto da inflação na vida dos húngaros.

partido Tisza Nota: análise relacionada com partido Tisza.

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Fonte: ECO

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