No passado sábado, a delegação liderada por JD Vance encontrou-se no Paquistão com Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano. Este encontro é considerado a reunião presencial de mais alto nível entre os Estados Unidos e o Irão desde a Revolução Islâmica de 1979, conforme reportado pelo New York Times, que cita fontes iranianas e um responsável da Casa Branca. As negociações estão a ser mediadas pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif.
De acordo com a agência noticiosa estatal do Irão, as conversações começaram após o compromisso do Irão em garantir uma redução dos ataques israelitas no Líbano. Antes do encontro com JD Vance, Shehbaz Sharif reuniu-se individualmente com cada delegação para definir a agenda e a metodologia das negociações. O gabinete do primeiro-ministro paquistanês confirmou a informação, mas não especificou como as conversações irão prosseguir.
Além de JD Vance, também estiveram presentes o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do presidente norte-americano. Horas antes, a televisão iraniana informou que a delegação de Teerão se encontrou com Sharif para discutir a agenda e o formato das negociações.
O Irão estabeleceu duas condições prévias para iniciar as negociações: um cessar-fogo no Líbano, onde Israel enfrenta o Hezbollah, apoiado pelo Irão, e a libertação dos ativos iranianos. Um dos temas centrais das discussões é o fim do bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota crucial que antes da guerra transportava 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. O programa nuclear iraniano também é um ponto fulcral nas conversações.
Este encontro marca um passo significativo nas negociações EUA-Irão, que têm sido complexas e carregadas de tensões. A evolução deste diálogo poderá ter repercussões importantes não só para a região, mas também para o mercado energético global. Leia também: O impacto das negociações no mercado de petróleo.
negociações EUA-Irão negociações EUA-Irão negociações EUA-Irão negociações EUA-Irão Nota: análise relacionada com negociações EUA-Irão.
Leia também: Recolha de dados biométricos retoma nos aeroportos portugueses
Fonte: Sapo





