Neste sábado, dois navios da marinha norte-americana cruzaram o estreito de Ormuz com o objetivo de iniciar a remoção de minas colocadas pelo Irão. Esta operação foi anunciada pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), que destacou a importância de garantir que esta via marítima esteja livre de perigos.
Os contratorpedeiros estão a participar numa missão mais abrangente, cujo foco é assegurar que o estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais críticas do mundo, esteja completamente desimpedido das minas marítimas que a Guarda Revolucionária Iraniana havia instalado. O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, afirmou que a marinha dos EUA está a criar uma nova rota pelo estreito, que será partilhada em breve com o setor marítimo para promover o livre fluxo do comércio.
Nos próximos dias, a operação contará com o apoio de forças adicionais dos Estados Unidos, incluindo drones subaquáticos, que se juntarão aos esforços de remoção das minas. Esta ação é vista como um passo importante para a segurança marítima na região, especialmente considerando a recente partilha de um mapa pela Guarda Revolucionária iraniana, que indicava rotas alternativas para a navegação no estreito de Ormuz.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, também comentou a situação, afirmando que o país começou a desobstruir o estreito de Ormuz, e criticou outros países por não estarem a tomar medidas suficientes para garantir a segurança desta importante via. Trump referiu que a operação é um favor a várias nações, incluindo China, Japão, Coreia do Sul, França e Alemanha, e acusou esses países de falta de coragem para agir.
Atualmente, delegações dos Estados Unidos e do Irão estão reunidas no Paquistão para discutir o fim do conflito. As negociações de paz abordam temas cruciais, como a cessação das hostilidades, o desbloqueio do estreito de Ormuz, o programa nuclear iraniano, a produção de mísseis de longo alcance, o apoio do Irão a grupos armados no Médio Oriente, e as sanções económicas impostas à República Islâmica.
Leia também: O impacto das tensões no estreito de Ormuz no comércio global.
Leia também: Conversações EUA-Irão e Oportunidades em Google, Amazon e Nvidia
Fonte: Sapo





