Confederações patronais criticam UGT por má-fé na negociação laboral

As quatro confederações patronais que fazem parte da Concertação Social manifestaram a sua indignação em relação à UGT, acusando a central sindical de má-fé na recente negociação da lei laboral. Em comunicado conjunto, a CAP, a CCP, a CIP e a CTP lamentam a rejeição da proposta de revisão da legislação laboral, que, segundo afirmam, não refletia a versão mais recente acordada entre as partes.

No comunicado, as confederações expressam um “profundo desapontamento” com as declarações públicas de dirigentes da UGT, que consideram não respeitar os princípios de integridade e respeito mútuo que devem guiar este tipo de negociações. As confederações afirmam que o documento rejeitado pela UGT não incluía aspectos discutidos e validados na última reunião, e que a central sindical ignorou os avanços consensualizados, reabrindo questões que já estavam fechadas.

“As Confederações Patronais rejeitam firmemente este conjunto de atitudes e comportamentos, que não correspondem a um processo negocial que deve decorrer com integridade e boa-fé”, afirmam. Este desentendimento, segundo as confederações, deteriorou a confiança entre as partes envolvidas.

As confederações patronais sublinham que o processo negocial envolveu mais de 200 horas de reuniões, permitindo alterações significativas à proposta inicial apresentada pelo Governo. O objetivo, segundo afirmam, foi sempre conciliar a competitividade económica com o respeito pelos direitos fundamentais dos trabalhadores. Contudo, o desfecho atual gerou um clima de desconfiança que pode complicar futuras negociações.

Além disso, as confederações expressaram satisfação pela disponibilidade do Presidente da República para os receber, numa reunião onde pretendem esclarecer os avanços obtidos até à última versão da proposta, a qual consideram amplamente consensualizada. Para já, as confederações preferem não fazer mais declarações até que essas audiências tenham lugar, reiterando que a versão final em discussão já era “bastante diferente” da proposta original do Governo.

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Fonte: ECO

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