O BCP mantém a sua contestação judicial em relação à venda do Novobanco ao grupo francês BPCE, apesar de a transação estar prestes a ser concluída. Esta disputa remonta a 2017, quando o Novobanco foi vendido ao fundo Lone Star, e o BCP não parece disposto a desistir do processo. Segundo o relatório e contas publicado pelo BCP em março, a ação judicial não teve desenvolvimentos significativos desde 2018, o que torna difícil prever um desfecho. O banco liderado por Miguel Maya afirma que a venda em curso não deverá influenciar o calendário do processo.
A contestação do BCP centra-se no modelo de capitalização contingente que permitiu ao Fundo de Resolução injetar capital no Novobanco, mesmo após a venda da maior parte do seu capital. Assim, o BCP não está a processar o banco em si, mas sim o mecanismo que possibilitou a sua capitalização. A situação levanta questões sobre a transparência e a viabilidade do modelo de venda do Novobanco.
Em paralelo, a contratação coletiva em Portugal apresenta uma nova realidade em 2025. Após um período de aumento das remunerações acima do salário mínimo, a tendência inverteu-se, com mais de 40% das convenções coletivas a fixarem salários no valor do mínimo legal, que é de 870 euros. A Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) reportou que apenas 57% das convenções publicadas em 2025 oferecem remunerações superiores a este valor. Este fenómeno pode ser um reflexo das dificuldades económicas que o país enfrenta.
Além disso, as remessas dos emigrantes portugueses continuam a crescer, alcançando 4.388 milhões de euros em 2025, um aumento de 2,14% em relação ao ano anterior. No entanto, a sua contribuição para o PIB tem vindo a diminuir, caindo para 1,43%, o valor mais baixo desde 2011. Este cenário sugere que, apesar do aumento absoluto das remessas, a dependência do país em relação a estas transferências financeiras está a diminuir.
Por fim, os portugueses estão a ajustar os seus planos de férias de verão devido à insegurança provocada por conflitos internacionais e ao aumento dos preços dos voos. A procura por viagens mantém-se, mas os consumidores estão a optar por destinos mais seguros e previsíveis, o que reflete uma mudança nas prioridades dos viajantes.
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Fonte: ECO





