Disciplina política é crucial para a prosperidade de África

O empresário nigeriano Aliko Dangote, fundador e presidente do Grupo Dangote, sublinhou a importância da disciplina política para que África consiga transformar o seu potencial em prosperidade. Durante um evento em Washington, promovido pelo Banco Mundial, Dangote afirmou que o continente vive um momento crucial, caracterizado por grandes promessas, mas também por desafios significativos.

Com uma população jovem e em crescimento, África apresenta oportunidades únicas, como cidades em rápida expansão e vastos recursos naturais. No entanto, enfrenta problemas como a pobreza persistente, lacunas em infraestruturas e um ambiente global incerto. “A questão central é se África pode converter a sua escala em prosperidade”, questionou Dangote, referindo-se à necessidade de transformar o crescimento demográfico em empregos produtivos e a riqueza natural em valor industrial.

As previsões do Banco Mundial indicam que, até 2050, mais de 620 milhões de pessoas entrarão no mercado de trabalho africano. Para lidar com essa pressão, é essencial que os países priorizem um crescimento diversificado e liderado pelo setor privado. Dangote, que é considerado um dos maiores empreendedores africanos, defendeu que a resposta à sua pergunta sobre a transformação de África em um continente próspero é afirmativa, mas depende de uma maior disciplina política e de parcerias mais profundas.

Atualmente, cerca de 10 a 12 milhões de jovens africanos entram anualmente no mercado de trabalho, mas apenas três milhões de empregos formais são criados, resultando numa lacuna significativa. “Esta lacuna não é apenas um problema do mercado de trabalho, mas o principal desafio do desenvolvimento”, destacou Dangote, enfatizando que a liderança no desenvolvimento deve vir dos próprios africanos.

Além disso, o empresário abordou a importância da agricultura e dos sistemas alimentares no continente. Apesar do enorme potencial agrícola, a produtividade continua a ser baixa e dependente das chuvas. “Apenas cerca de 4% das terras cultiváveis em África são irrigadas, comparado a 42% no Sul da Ásia”, explicou, sublinhando a necessidade de investimentos em irrigação, armazenamento e agroindústria.

Leia também  Novo restaurante em Lisboa conquista duas estrelas Michelin

Para que África alcance uma transformação agrícola, é crucial passar da subsistência à produtividade, o que implica um foco na irrigação, especialmente através de métodos eficientes como o gotejamento. “Se África deseja uma transformação agrícola, necessita de investir em infraestruturas que suportem o crescimento”, concluiu.

Leia também: O impacto da juventude africana no mercado de trabalho.

disciplina política disciplina política disciplina política Nota: análise relacionada com disciplina política.

Leia também: Líder de Macau visita Portugal e reúne-se com António José Seguro

Fonte: Sapo

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top