O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, fez um apelo contundente a alguns dos principais líderes mundiais, incluindo os Presidentes dos Estados Unidos, China, Rússia, França e o Primeiro-Ministro do Reino Unido, para que cessem com a “loucura da guerra” e se comprometam a garantir a paz no mundo. A declaração foi feita durante o encontro Mobilização Global Progressista, realizado em Barcelona, onde Lula se dirigiu a milhares de ativistas.
Lula da Silva expressou a sua preocupação com o papel dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, que, segundo ele, deveriam ser os guardiões da paz, mas que se transformaram em “senhores de guerra”. “Por amor de Deus, cumpram com as suas obrigações de garantir a paz no mundo. Convoquem uma reunião e parem com essa loucura de guerra, porque o mundo não comporta mais”, afirmou.
Durante o seu discurso, Lula recordou várias intervenções militares que considera injustificadas, como a invasão do Iraque e a intervenção na Líbia, questionando as razões apresentadas para tais ações. “A invasão do Iraque foi uma mentira. Onde estão as armas químicas que Saddam Hussein tinha? Nunca encontraram”, disse, sublinhando a necessidade de uma reflexão crítica sobre as guerras que têm marcado a história recente.
O Presidente brasileiro também lembrou um episódio de 2010, quando, junto com o então Presidente turco, negociou com o líder iraniano Mahmoud Ahmadinejad para evitar que o Irão enriquecesse urânio a níveis perigosos. “Conseguimos um acordo, mas a União Europeia e os Estados Unidos não o aceitaram. Agora estão a construir a ideia de que o Irão iria construir uma bomba atómica”, lamentou.
Lula da Silva apelou ainda para que se deixem de contar mentiras sobre países e povos, que muitas vezes são estigmatizados. “A América Latina é vendida como um mundo de narcotráfico. O mundo árabe é vendido como um mundo de terrorismo. E quem é que é bom nesse mundo?”, questionou, enfatizando a necessidade de promover a paz no mundo.
O líder brasileiro destacou que a sua formação política se deu em tempos de guerra fria e que não deseja mais conflitos entre potências. “Nós queremos liberdade, livre comércio, não queremos protecionismo”, concluiu, recebendo aplausos entusiásticos da audiência.
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Fonte: Sapo





