As empresas cotadas no PSI têm apresentado um desempenho notável nos últimos meses, tanto em termos absolutos como relativos. Com a época de pagamento de dividendos a aproximar-se, a atratividade das empresas que integram este índice português é reforçada.
Nos últimos 12 meses, o PSI valorizou 40%, enquanto desde o início deste ano, a subida é de 11%. Este desempenho supera amplamente o dos índices internacionais, como o Stoxx600, que subiu 22%, o S&P500, com uma valorização de 29%, e o MSCI ACWI, que cresceu 33%. O PSI é um dos poucos índices a nível mundial a registar valorizações de dois dígitos.
Além da valorização das cotações, os acionistas das empresas do PSI vão receber, nas próximas semanas, dividendos que continuam a ser bastante atrativos. As cotadas portuguesas têm uma tradição de distribuição generosa de lucros e este ano não será exceção. Este fator é um dos principais responsáveis pela atratividade do PSI para investidores estrangeiros.
Os dividendos a serem pagos pelas 13 cotadas que já anunciaram a remuneração totalizam 3,02 mil milhões de euros, um aumento ligeiro de 2% em relação ao ano anterior. Embora os lucros tenham crescido 8%, totalizando 5,2 mil milhões de euros, a proporção dos lucros destinada aos dividendos, o “payout”, desceu para 58%. Esta descida, comparada com a média de dois terços dos últimos anos, é vista como positiva, pois indica que as empresas estão a aumentar os dividendos enquanto reduzem a pressão financeira.
Apesar da diminuição do “payout”, a rentabilidade dos dividendos das cotadas do PSI permanece atrativa, com um retorno médio de 4,1%. Este valor, embora inferior ao “dividend yield” de 5,3% do ano anterior, ainda representa um bom incentivo para os investidores.
Para identificar as empresas com os dividendos mais interessantes, é importante considerar o “dividend yield” e o “payout”. Uma análise cuidadosa das contas das empresas é essencial para garantir a sustentabilidade dos dividendos. Embora a maioria das cotadas do PSI apresente dividendos acima de 3%, algumas, como a Altri, superam os 5%.
Entre as empresas em destaque, a Corticeira Amorim e a Nos apresentam rentabilidades superiores a 8%, com a Nos a registar um desempenho notável na bolsa, valorizando 37% este ano. A Sonae, por sua vez, aumentou o dividendo em 5%, mantendo a sua política de crescimento constante na remuneração.
O BCP, que se comprometeu a distribuir 90% dos lucros, também se destaca, com um retorno de 3,8%. Este banco, que triplicou a sua cotação nos últimos dois anos, é um exemplo de como os dividendos podem ser um investimento interessante a longo prazo.
A época de pagamento de dividendos arranca ainda este mês e prolonga-se até maio, com as assembleias gerais das empresas a aprovar as remunerações. Este momento é crucial para os investidores que buscam rentabilidade através de dividendos.
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Fonte: Doutor Finanças




