A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, reconheceu, durante uma comissão parlamentar, que a prontidão do INEM tem registado melhorias, mas enfatizou que ainda é necessário avançar mais. “Os níveis de prontidão do INEM têm vindo a melhorar, mas precisam de melhorar ainda mais”, afirmou a governante.
Ana Paula Martins destacou que, embora o tempo de resposta do INEM esteja atualmente numa média de cerca de 12 segundos, existem áreas que requerem atenção, como o acionamento e os níveis de prioridade. “É fundamental revisar as regras que regem o funcionamento do INEM para garantir uma resposta mais eficaz”, sublinhou.
Em relação aos meios disponíveis, a ministra frisou que é necessário um esforço adicional. “Precisamos de melhorar o conhecimento sobre a localização dos meios, utilizando georreferênciação para otimizar os recursos e garantir que chegamos a cada português no tempo adequado, conforme a avaliação feita”, explicou.
Quanto ao financiamento do INEM, Ana Paula Martins esclareceu que, de acordo com a lei orgânica, a instituição deve ser sustentada por uma taxa sobre seguros, incluindo os de vida, e que possui um orçamento próprio. “Se o orçamento do INEM, pelo menos para 2024, fosse totalmente disponibilizado e executável, poderíamos ter mais meios, mais inovação tecnológica e, sobretudo, poderíamos contratar mais recursos humanos e melhorar a sua remuneração”, afirmou.
A ministra reiterou a importância de continuar a trabalhar na prontidão do INEM, uma questão que afeta diretamente a qualidade do atendimento de emergência em Portugal. “É um desafio constante, mas estamos comprometidos em garantir que o INEM esteja preparado para responder às necessidades da população”, concluiu.
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prontidão do INEM prontidão do INEM Nota: análise relacionada com prontidão do INEM.
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Fonte: Sapo





