Estado deve facilitar inovação nas empresas, diz ministro

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou que o Estado deve “sair do caminho” das empresas para que estas possam inovar. Durante um debate sobre “O poder da inovação”, realizado no Museu do Caramulo, em Tondela, o ministro destacou que o papel do Estado não é inovar, mas sim criar condições favoráveis para que a iniciativa privada possa prosperar.

“Não são os burocratas que inovam. O que precisamos é de um Estado que não atrapalhe, que não sobrecarregue as empresas com impostos e regulamentações que limitam a inovação”, sublinhou António Leitão Amaro. O debate foi promovido pela Associação Empresarial da Região Viseu (AIRV) e contou com a presença de vários empresários e líderes de organizações.

O ministro enfatizou que a vocação do Estado deve ser a de infraestruturar e proporcionar um ambiente de estabilidade e segurança, permitindo que as empresas se concentrem na inovação. “O Estado deve ser uma rede de apoio, não um obstáculo”, afirmou, referindo que a liberdade é essencial para o desenvolvimento de novas ideias e tecnologias.

António Leitão Amaro elogiou o projeto da União Europeia, mas alertou que a criação excessiva de regras pode sufocar a inovação. “Com tantas preocupações, muitas vezes, matam o espírito e o poder de inovação”, disse, referindo que o Governo está a trabalhar para reduzir impostos e simplificar a contratação pública.

Uma das medidas já implementadas é a “via verde nos vistos” para trabalhadores estrangeiros, que permite que a regularização de vistos ocorra em média em 20 dias, em contraste com os quatro ou cinco anos anteriores. “Ainda temos muito a fazer nesta área”, acrescentou o ministro.

O Governo também está focado em melhorar a infraestrutura do país, garantindo que a energia seja acessível e que as redes de comunicação, como o 5G, estejam disponíveis em todo o território. “Precisamos de criar condições para que projetos iniciais se transformem em sucessos”, afirmou.

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António Leitão Amaro usou o exemplo do Caramulo, sua terra natal, que até 1910 era uma região deserta e sem infraestrutura, mas que hoje atrai turismo. “A inovação não pode ser apenas uma ideia no papel; deve resultar em ações concretas”, concluiu.

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Fonte: Sapo

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