O Governo português anunciou um reforço das reservas estratégicas nacionais, incluindo as de alimentação, como parte do plano Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR). Esta decisão surge após a troca de ideias entre o novo Presidente da República, António José Seguro, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, que enfatizou a importância de garantir o abastecimento em situações de emergência.
As reservas estratégicas são uma resposta a potenciais crises e visam assegurar que o país não enfrente falhas no abastecimento de bens essenciais. Durante a apresentação do PTRR, Luís Montenegro destacou que o setor da alimentação é um dos mais desafiadores na constituição dessas reservas. O objetivo é aumentar a capacidade de armazenamento, tanto em silos como em instalações de frio, para garantir que, em situações críticas, o abastecimento de alimentos não seja comprometido.
O reforço das reservas estratégicas não se limita apenas à alimentação. O Governo também irá trabalhar na criação de reservas em áreas fundamentais como medicamentos e dispositivos médicos. Esta medida faz parte de um conjunto de 24 iniciativas que visam melhorar a resposta a emergências e catástrofes, com um investimento total estimado em 2,3 mil milhões de euros até 2034.
Além do reforço das reservas estratégicas, o PTRR prevê a criação de um fundo para catástrofes naturais e sísmicas. Este fundo permitirá a contratação de seguros obrigatórios para habitações e infraestruturas empresariais, ajudando a cobrir riscos e acelerar a recuperação em caso de desastres. O primeiro-ministro garantiu que o Estado apoiará aqueles que enfrentam dificuldades económicas, facilitando o acesso a este regime de seguros.
Outra medida importante do PTRR é a entrega de meios de comunicação robustos a todas as juntas de freguesia, para assegurar a comunicação em cenários de catástrofe. Isso inclui telefones SIRESP, satélites e ligações de dados, além do reforço das emissoras de rádio como agentes de comunicação em situações de crise.
O PTRR, que tem um orçamento total de 22,6 mil milhões de euros, é uma resposta aos danos causados por tempestades no início de 2026 e visa preparar o país para enfrentar eventos climáticos extremos e outros riscos. O plano é financiado por uma combinação de recursos públicos, privados e fundos europeus.
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Fonte: ECO





