Os lucros da BYD, uma das principais fabricantes de veículos elétricos do mundo, sofreram uma queda acentuada de 55% no primeiro trimestre de 2023. Este resultado reflete a pressão que a empresa enfrenta no competitivo mercado chinês, onde a procura por veículos elétricos tem sido afetada pela redução dos subsídios governamentais. De acordo com o “Financial Times”, a empresa sediada em Shenzhen reportou um lucro líquido de 4,1 mil milhões de yuans, equivalente a cerca de 600 milhões de dólares, um valor que está em linha com as previsões dos analistas.
A receita da BYD no primeiro trimestre totalizou 150,2 mil milhões de yuans, o que representa uma queda de 11,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Apesar desta diminuição, a receita superou as expectativas, que apontavam para 140,4 mil milhões de yuans. Este desempenho financeiro evidencia uma desaceleração nas vendas da BYD na China, especialmente nos meses de janeiro e fevereiro, após vários anos de crescimento robusto.
No entanto, a situação começou a melhorar em março, com uma recuperação na procura interna e um aumento nas exportações. A guerra no Irão provocou um choque energético global, levando muitos consumidores a optar por veículos elétricos em detrimento dos tradicionais movidos a gasolina e diesel. Apesar da queda nos lucros da BYD, as suas ações na China continental subiram 14% desde o início do conflito, embora ainda estejam 25% abaixo do pico atingido há quase um ano.
A BYD, que também é um dos maiores produtores de baterias do mundo, tem beneficiado da crescente procura por soluções de armazenamento de energia, especialmente para aplicações em inteligência artificial e data centers. Segundo a consultoria Automobility de Xangai, a empresa mantém a maior quota de mercado na China no segmento de “veículos de nova energia”, que inclui veículos elétricos e híbridos plug-in, com uma participação de 20%.
Contudo, a desaceleração do crescimento das vendas de veículos elétricos na China tem colocado a BYD sob pressão de concorrentes locais, como Geely, Leapmotor e Xiaomi, além de novos entrantes que utilizam tecnologia desenvolvida pela Huawei. Adicionalmente, a empresa enfrenta a pressão do governo para acelerar os pagamentos a fornecedores, o que levanta questões sobre a sua estratégia de financiamento, que historicamente tem utilizado os montantes devidos a fornecedores como uma forma de financiar o seu crescimento.
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Fonte: Sapo





