Fed mantém juros inalterados em meio a incerteza geopolítica

A Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) decidiu manter as taxas de juro inalteradas, num intervalo entre 3,50% e 3,75%, pela terceira reunião consecutiva. Esta decisão, anunciada pelo Comité de Política Monetária (FOMC), era amplamente esperada por analistas e investidores, especialmente devido à incerteza provocada pela guerra no Médio Oriente.

Esta reunião foi marcada por um nível de divisão entre os membros do FOMC que não se via desde 1992. A preocupação com a inflação aumentou, refletindo-se numa declaração que incluiu três votos dissidentes. Estes membros acreditam que o banco central dos EUA não deve sinalizar uma tendência de redução dos custos de financiamento. Um quarto voto dissidente, de Stephen Mirran, nomeado por Donald Trump, foi a favor de uma redução das taxas de juro em um quarto de ponto percentual.

A Reserva Federal reconheceu que a inflação se mantém elevada, em parte devido ao aumento dos preços globais da energia. “Os acontecimentos no Médio Oriente estão a contribuir para um elevado nível de incerteza quanto às perspetivas económicas”, afirmou a Fed em comunicado.

Apesar da incerteza, o Comité destacou que a atividade económica está a expandir-se a um ritmo sólido. Os indicadores recentes sugerem que a criação de emprego tem-se mantido baixa, enquanto a taxa de desemprego permanece praticamente inalterada nos últimos meses. A escalada do conflito no Médio Oriente, que teve início com os ataques dos EUA e de Israel ao Irão a 28 de fevereiro, resultou num aumento significativo dos preços do petróleo e da gasolina nos EUA, levando os principais bancos centrais a adotar uma postura cautelosa.

Analistas preveem que o próximo passo da Fed poderá ser um corte nas taxas de juro, mas apontam para a dificuldade em prever o timing dessa decisão. Muitos investidores acreditam que as taxas de juro se manterão nos níveis atuais até ao final do ano. Esta eventual descida das taxas de juro ocorrerá após a saída de Jerome Powell da presidência da Fed, com a confirmação do seu sucessor, Kevin Warsh, prevista para a semana de 11 de maio.

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Fonte: ECO

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