A Air France-KLM, um dos dois grupos interessados na privatização da TAP, juntamente com a Lufthansa, anunciou uma redução do prejuízo operacional nos primeiros três meses do ano. Contudo, a empresa reviu em baixa as suas previsões de capacidade e aumentou as expectativas de custos, em resposta à incerteza provocada pelo conflito no Médio Oriente e ao impacto nos preços do combustível para aviação.
No primeiro trimestre, a Air France-KLM registou um prejuízo operacional de 27 milhões de euros, uma melhoria significativa de 301 milhões de euros em comparação com o ano anterior. Este resultado ficou abaixo das expectativas dos analistas, que previam uma perda de 389 milhões de euros, segundo dados da LSEG. Apesar de os aumentos nos preços dos combustíveis ainda não se terem refletido nos resultados apresentados, o CEO da Air France-KLM, Ben Smith, alertou que estes custos adicionais deverão impactar os resultados nos próximos trimestres.
A empresa agora prevê um aumento na capacidade do grupo entre 2% e 4% para este ano, em comparação com 2025, uma revisão em relação à expectativa anterior de um crescimento de 3% a 5%. Além disso, a Air France-KLM estima um aumento significativo nos custos de combustível, prevendo que estes atinjam 9,3 mil milhões de dólares (aproximadamente 7,95 mil milhões de euros) em 2026, um aumento de 2,4 mil milhões de dólares em relação ao ano passado. Destes, 1,1 mil milhões de dólares deverão ocorrer já no segundo trimestre.
Em relação à privatização da TAP, o Governo português aprovou, a 23 de abril, o convite formal para que a Air France-KLM e a Lufthansa apresentem propostas vinculativas. Ambas as companhias foram as únicas a submeter uma proposta não vinculativa para a aquisição de 44,9% da TAP, com um adicional de 5% destinado aos trabalhadores, até ao prazo limite de 2 de abril. A Parpública tinha 30 dias para avaliar as propostas, mas não chegou a esgotar esse prazo.
O preço a ser oferecido será um fator essencial na escolha do comprador da TAP, e a decisão do Governo poderá influenciar a dinâmica do mercado. Leia também: O futuro da TAP nas mãos dos investidores.
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Fonte: ECO





