Governo reduz previsão de crescimento económico para 2% em 2026

O Governo português apresentou uma revisão pessimista das suas previsões económicas, reduzindo a expectativa de crescimento económico para 2% em 2026. Esta atualização, que reflete o impacto das recentes tempestades e da guerra no Irão, foi enviada à Comissão Europeia e divulgada pelo Ministério das Finanças.

A nova projeção representa uma diminuição de 0,3 pontos percentuais em relação ao que estava previsto no Orçamento do Estado para 2026. Apesar desta revisão, as estimativas do Governo ainda são mais otimistas do que as de várias instituições económicas, como o Conselho das Finanças Públicas, que prevê um crescimento de apenas 1,6%, e o Banco de Portugal, que aponta para 1,8%.

O impacto das tempestades no início do ano e a escalada dos preços do petróleo devido ao conflito no Irão foram os principais fatores que levaram a esta revisão. As tempestades causaram danos significativos em várias regiões, resultando numa perda direta de cerca de 0,2 pontos percentuais no Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre. Apesar de a economia ter crescido 2,3% em termos homólogos, a variação em cadeia foi nula, evidenciando a estagnação da atividade económica.

O Governo acredita que a recuperação será possível nos próximos trimestres, impulsionada por esforços de recuperação e pela execução de despesas que foram adiadas. Esta expectativa sugere que, embora o crescimento económico tenha sido afetado a curto prazo, existem forças compensatórias que podem mitigar os efeitos negativos.

A revisão das previsões para o crescimento económico também considera o aumento dos preços do petróleo, que, segundo o Governo, poderá subir cerca de 30% em relação ao que estava previsto no Orçamento do Estado. Este aumento está associado a uma inflação projetada de 2,5%, superior aos 2,1% anteriormente estimados, o que poderá resultar numa diminuição do rendimento das famílias e numa retração do consumo.

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Além da previsão de crescimento, o Governo também ajustou a sua expectativa para o saldo orçamental, passando a prever um saldo nulo, em vez de um ligeiro excedente. Esta alteração deve-se, em parte, à perda de receita fiscal estimada em cerca de mil milhões de euros, correspondente a 0,3% do PIB, devido aos efeitos das tempestades. O impacto financeiro das tempestades e do conflito no Irão já está refletido nas novas metas orçamentais.

O Executivo não descarta a possibilidade de um ligeiro défice, caso a situação no Golfo se agrave, mas assegura que este não deverá ultrapassar os -0,5%. O rácio da dívida pública é previsto em 87,5% para este ano, ligeiramente abaixo dos 87,8% inscritos no Orçamento do Estado.

Leia também: O impacto das tempestades na economia portuguesa.

crescimento económico crescimento económico Nota: análise relacionada com crescimento económico.

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Fonte: ECO

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