Crescimento da pesca sustentável e selo azul em Portugal

Portugal é um dos países europeus com maior consumo de pescado per capita e, nos últimos anos, tem vindo a destacar-se também pela crescente adoção do selo azul, que certifica produtos provenientes de pesca sustentável. Em 2025, o país reconquistou a certificação para a captura da sardinha, elevando para 28% a proporção de pesca sustentável nas suas águas.

O Marine Stewardship Council (MSC) é a entidade responsável por definir os critérios de pesca sustentável, assegurando que as populações de peixe estão saudáveis e que a captura não prejudica outras espécies. Além disso, o MSC garante que os produtos certificados não são misturados com outros que não cumprem os mesmos padrões. As avaliações são realizadas por organismos independentes, auditados para assegurar a credibilidade do processo. O selo azul, que aparece nos produtos nos supermercados, ajuda os consumidores a identificar o pescado que respeita boas práticas de captura.

A nível global, existem mais de 21.000 produtos com selo azul, com um aumento de vendas de 8% no último ano, totalizando cerca de 14 mil milhões de dólares. Em Portugal, até 2025, já eram mais de 450 produtos certificados pelo MSC, o que representa um crescimento de 800% na última década. No último ano fiscal, o aumento foi mais modesto, mas ainda assim positivo, com uma subida de 3%.

Rodrigo Sengo, responsável do MSC em Portugal, destaca que a recuperação da sardinha e o aumento do reconhecimento do selo azul estão a criar um ambiente favorável, embora ainda haja trabalho a fazer em termos de sensibilização do consumidor. Um estudo da GlobeScan revelou que, em 2024, o reconhecimento do selo azul entre os consumidores portugueses subiu para 46%, um aumento em relação aos 41% de 2020. A média global de reconhecimento é de 50%.

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Além de beneficiar os consumidores, o selo azul é crucial para a exportação de pescado, sendo um requisito em mercados importantes. No último ano, a exportação de pescado certificado com o selo azul, processado por empresas portuguesas, atingiu 30 milhões de euros. Sengo sublinha que pescarias sustentáveis resultam em populações mais produtivas e maior retorno económico para os pescadores, compensando os investimentos a médio e longo prazo.

Embora a certificação da sardinha seja um exemplo de sucesso, o bacalhau continua a ser a espécie mais vendida em Portugal entre os produtos certificados. Atualmente, os consumidores têm acesso a 22 espécies com o selo azul nos pontos de venda.

O MSC opera em 63 países, com 738 pescarias certificadas, abrangendo 20,6% das capturas selvagens. O Canadá é o líder mundial em certificação, com 61,5% dos desembarques certificados, superando países como a Noruega e os EUA. Esta gestão das pescas reflete a crescente procura por produtos sustentáveis.

Em Portugal, 28% das capturas descarregadas em lotas nacionais são certificadas pelo MSC, com o objetivo de atingir 40% até 2030. A certificação da sardinha ibérica, que foi suspensa em 2014 e reconquistada em 2025, é um exemplo do que pode ser alcançado com a colaboração de toda a cadeia de valor do setor. Apesar do progresso, Sengo ressalta que Portugal ainda tem uma oferta limitada de produtos certificados e uma diversidade maior de espécies consumidas, o que exige que mais pescarias adotem o Padrão MSC.

Leia também: O impacto da certificação na indústria da pesca em Portugal.

pesca sustentável pesca sustentável Nota: análise relacionada com pesca sustentável.

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Fonte: ECO

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