Estado vai vender 9 imóveis e colocar 14 terrenos em parceria

O Governo português anunciou a venda de nove imóveis públicos e a colocação de 14 terrenos em parceria pública-privada. A revelação foi feita durante uma cerimónia em Lisboa, onde foi formalizado um acordo de financiamento com o Banco Europeu de Investimento (BEI).

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, explicou que entre os imóveis a serem alienados estão edifícios históricos, incluindo a antiga sede da Presidência do Conselho de Ministros. Este edifício foi o local simbólico da reunião do Executivo, que discutiu novas medidas para a habitação. Os restantes imóveis, que já serviram o Ministério da Educação, deverão estar prontos para venda até ao verão do próximo ano.

Pinto Luz justificou a alienação, afirmando que “há património que não faz sentido ter dentro da esfera do Estado”, destacando a localização e o potencial de maximização de receitas como razões para a venda. Além da venda de imóveis, o Governo também aprovou a criação de um novo instrumento para parcerias público-privadas, que visa a gestão de património público.

Os terrenos que serão incluídos neste novo modelo de parceria pública estão localizados em vários concelhos, incluindo Lisboa, Amadora, Porto, Almada, Oeiras, Albufeira e Faro. O ministro sublinhou que a Estamo, a empresa responsável pela gestão do património, irá lançar concursos públicos para concessões, e não para alienação, garantindo que as rendas sejam geridas pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU). O objetivo é assegurar um “limiar saudável” que beneficie a classe média.

Estas parcerias público-privadas visam acelerar a gestão de imóveis, uma vez que, segundo o ministro, “o Governo e o Estado não conseguem fazer sozinhos”. O Governo também anunciou a criação da sociedade Parque Cidades do Tejo, que irá colaborar com os municípios na gestão de ativos públicos.

Leia também  Plano estratégico de defesa em Leiria será apresentado em breve

Pinto Luz destacou que a Estamo saiu “reforçada do Conselho de Ministros” para realizar um cadastro nacional do património público. O objetivo é avaliar a necessidade de cada imóvel e, se não forem necessários, colocá-los sob a gestão da Estamo. O Conselho de Ministros reafirmou o seu compromisso em abordar a questão da habitação nas próximas reuniões.

O foco da reunião de hoje esteve no investimento e na gestão do património público, com a Estamo a mapear os ativos, uma tarefa que deverá ser concluída até setembro do próximo ano. Leia também: O impacto das parcerias público-privadas no mercado imobiliário.

parceria pública parceria pública parceria pública Nota: análise relacionada com parceria pública.

Leia também: Imóveis públicos à venda e parcerias para habitação acessível

Fonte: Sapo

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top