OPEP+ mantém aumento de produção de petróleo após saída dos Emirados

A OPEP+ anunciou um aumento das quotas de produção de petróleo, mantendo a trajetória prevista, mesmo após a saída dos Emirados Árabes Unidos da aliança. Este aumento, que se traduz em 188.000 barris por dia, foi confirmado por um comunicado oficial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

Os países que compõem a OPEP+, incluindo Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, decidiram elevar os limites de produção para o mês de junho. Esta decisão surge num contexto de tensões, especialmente após o anúncio da saída dos Emirados Árabes Unidos, que se tornaram um membro importante da aliança.

A Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (ADNOC) revelou que planeia investir 55 mil milhões de dólares em novos projetos nos próximos dois anos. Este investimento inclui a aceleração da sua estratégia, com a previsão de 200 mil milhões de dirhams (cerca de 46 mil milhões de euros) em novos contratos para o período de 2026 a 2028.

Com a saída dos Emirados Árabes Unidos, a OPEP passa a contar com 11 membros, que incluem países como Irão, Venezuela e Nigéria. Especialistas apontam que a decisão da OPEP+ de continuar com o aumento da produção, sem mencionar a saída dos Emirados, é uma tentativa de minimizar as fraturas internas e manter uma imagem de estabilidade.

Jorge Leon, da consultora Rystad Energy, comentou que, ao manter a mesma trajetória de produção, o grupo parece ignorar as tensões com Abu Dhabi. No entanto, analistas alertam que o aumento anunciado pode não resultar em produção adicional. As principais capacidades não utilizadas da OPEP+ estão localizadas nos países do Golfo, cujas exportações estão limitadas pelo encerramento do Estreito de Ormuz, em meio à tensão entre Irão e Estados Unidos.

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Em março, a produção dos países da OPEP+ com quotas caiu para 27,68 milhões de barris por dia, abaixo das quotas estabelecidas de 36,73 milhões de barris por dia. O impacto da saída dos Emirados Árabes Unidos será sentido principalmente na Arábia Saudita, Iraque e Kuwait, cujas produções não serão mais contabilizadas no total da aliança.

A Rússia, sendo o segundo maior produtor do grupo, é uma das que mais se beneficia desta situação, mantendo preços elevados da energia, apesar dos desafios de produção que enfrenta desde o início da guerra na Ucrânia.

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Fonte: Sapo

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