O conglomerado francês LVMH, líder mundial no setor de luxo, está a considerar a venda de algumas das suas marcas de moda, beleza e bebidas. Esta decisão visa reforçar as suas principais insígnias, Louis Vuitton e Dior, conforme avança o Financial Times. Entre os ativos em análise estão a marca Marc Jacobs, a participação de 50% na Fenty Beauty e a Joseph Phelps Vineyards.
Esta mudança na estratégia do grupo é significativa, especialmente num momento em que a procura por produtos de luxo está a abrandar. A pressão sobre os consumidores aspiracionais e as sucessivas subidas de preços têm levado a uma revisão das prioridades da LVMH. A venda de marcas pode render vários milhares de milhões de euros, o que ajudaria a consolidar a posição das marcas mais icónicas do grupo.
Nos últimos 18 meses, a LVMH já realizou outras vendas, incluindo a marca Off-White, a cadeia de retalho DFS na China e a participação de 49% na Stella McCartney. Em janeiro, a empresa anunciou resultados de 80,8 mil milhões de euros para o exercício de 2025, que ficaram aquém das expectativas do mercado. Apesar de alguns analistas terem levantado a hipótese de venda, outros a rejeitaram, sublinhando que o fundador Bernard Arnault sempre defendeu o crescimento do grupo.
A venda de marcas pode ser uma estratégia para concentrar recursos nas insígnias mais valiosas, como Louis Vuitton e Dior. Desde o ano 2000, a LVMH tem um histórico de 206 aquisições e 122 vendas, conforme dados da Dealogic. Entre as suas maiores aquisições destacam-se a Tiffany, comprada por 16 mil milhões de dólares em 2020, e a Bvlgari, adquirida por 3,7 mil milhões de euros em 2011.
Embora o Financial Times indique que a LVMH não enfrenta pressão financeira imediata para realizar vendas, a empresa gerou mais de 11 mil milhões de euros de free cash flow no último ano e mantém uma dívida controlada. No setor da beleza, a participação de 50% na Fenty Beauty é avaliada pelo JPMorgan entre 1,5 e 2,5 mil milhões de euros, enquanto a marca Marc Jacobs já foi alvo de negociações para uma venda estimada em mil milhões de dólares, mas sem sucesso.
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Fonte: ECO





