Os Estados Unidos anunciaram a imposição de sanções a três empresas chinesas de satélites comerciais, acusadas de prestarem apoio ao Irão. Esta decisão surge a poucos dias da visita do Presidente Donald Trump a Pequim, onde se reunirá com o Presidente Xi Jinping.
Entre as empresas sancionadas está a The Earth Eye, uma companhia especializada em estações terrestres de satélites. Os EUA alegam que esta empresa forneceu imagens de satélite a Teerão, o que levanta preocupações sobre a segurança na região. Além da The Earth Eye, foram também alvo das sanções a MizarVision, uma empresa focada em inteligência geoespacial, e a Chang Guang Satellite Technology, que terá colaborado com o Irão ao disponibilizar imagens de instalações militares operadas pelos EUA e seus aliados no Médio Oriente durante a Operação Epic Fury.
O Financial Times reportou que o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão adquiriu um satélite chinês, construído e lançado pela The Earth Eye, que permitiu a Teerão identificar instalações militares norte-americanas durante o conflito. Além disso, a Chang Guang Satellite Technology, que possui ligações ao exército chinês, terá fornecido imagens aos rebeldes houthis no Iémen, facilitando ataques a navios de guerra dos EUA no Mar Vermelho.
Em comunicado, Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, afirmou que Washington tomará “todas as medidas necessárias para atingir entidades e indivíduos de países terceiros que apoiem a base militar e industrial de defesa do Irão”. As sanções foram anunciadas antes da visita de Estado de Trump à China, marcada para os dias 14 e 15 de maio.
Esta situação levanta questões sobre as relações comerciais entre os EUA e a China, especialmente no que diz respeito à segurança global. As sanções podem ter um impacto significativo nas dinâmicas económicas e políticas entre as duas potências. Leia também: A evolução das relações comerciais entre os EUA e a China.
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Fonte: Sapo





