O surto de hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius, reportado à Organização Mundial de Saúde (OMS) a 2 de maio de 2026, já resultou em três mortes e sete casos confirmados entre os passageiros. O navio encontra-se atualmente em quarentena nas Ilhas Canárias, enquanto as autoridades espanholas e a OMS coordenam a evacuação dos passageiros e tripulantes.
A evacuação médica é uma preocupação crescente, especialmente quando não se possui um seguro adequado. Os custos associados a este tipo de evacuação variam significativamente, dependendo da gravidade do caso e do método utilizado. Segundo a Travel Care Air, uma evacuação por helicóptero para um hospital costeiro pode custar entre 15.000 e 50.000 euros por passageiro. Em situações mais críticas, onde é necessário um avião medicalizado, os custos podem subir para entre 30.000 e 200.000 euros, podendo até ultrapassar esses valores em repatriamentos internacionais.
Para casos extremos que exigem transporte intercontinental com UCI aérea, os valores podem atingir entre 250.000 e 500.000 euros. Um dos doentes do MV Hondius foi evacuado para a África do Sul em estado crítico, sublinhando a gravidade da situação. O hantavírus, que não possui vacina ou tratamento específico, requer cuidados intensivos, tornando a evacuação médica ainda mais crucial.
Neste contexto, é essencial compreender o que os seguros de viagem cobrem. A maioria das apólices padrão inclui cobertura para doenças infecciosas imprevistas, uma proteção que ganhou popularidade após a pandemia de Covid-19. No entanto, é fundamental ler as letras pequenas, pois existem limitações. Muitas apólices excluem epidemias declaradas pelas autoridades, não têm cláusulas específicas para cruzeiros e apresentam limites de repatriamento que podem ser insuficientes.
Entre as seguradoras em Portugal, as coberturas variam. A IATI Seguros, por exemplo, oferece até 5.000.000 euros em despesas médicas, incluindo assistência em cruzeiros e cobertura para epidemias. A AXA, com o seu plano Férias, também inclui proteção contra pandemias e prolongamento de estadia em hotel. Já a Allianz Travel, no plano Férias Premium, cobre repatriamento sanitário e cancelamento até 2.500 euros.
É importante notar que surtos já conhecidos, como o hantavírus, podem ser considerados “eventos conhecidos” e, portanto, excluídos da cobertura padrão. Contudo, se a apólice incluir uma cláusula CFAR (Cancel for Any Reason), o reembolso parcial é garantido, independentemente do motivo do cancelamento. Isso é crucial para quem planeia viajar para áreas onde surtos estão a ser noticiados.
Se está a considerar um cruzeiro de expedição ou uma viagem a regiões remotas, analise cuidadosamente o seu seguro de viagem. Verifique se possui cobertura para evacuação médica com limites elevados, se há exclusões para epidemias e se existe uma cláusula específica de assistência em cruzeiros. Além disso, considere a opção da cláusula CFAR, especialmente se a viagem ainda não estiver paga na totalidade.
Leia também: Como escolher o seguro de viagem ideal para a sua aventura.
evacuação médica evacuação médica Nota: análise relacionada com evacuação médica.
Leia também: Sprott Inc. compra 2,5 milhões de ações próprias: é uma boa aposta?
Fonte: ECO





