Paulo Sá e Cunha, consultor da SRS Legal, tem-se destacado na nova área de Direito Penal e Sancionatório, onde ingressou há mais de um ano. Recentemente, aceitou assessorar Christine Ourmières-Widener, ex-CEO da TAP, em questões de contencioso penal. Além disso, é advogado de João Tiago Silveira, sócio da Morais Leitão, no âmbito da Operação Influencer.
Em entrevista ao ECO/Advocatus, Sá e Cunha sublinha que as grandes e médias empresas estão cada vez mais conscientes dos riscos associados à sua atividade. Para ele, atribuir aos advogados a responsabilidade pelo prolongamento dos processos criminais é uma “absoluta falácia”. O consultor considera que o julgamento da Operação Marquês representa um verdadeiro desafio à Justiça portuguesa, refletindo a complexidade do sistema judicial.
O cibercrime, uma área em que Sá e Cunha se mostra particularmente interessado, continua a crescer em sofisticação. Os ataques cibernéticos estão a tornar-se mais complexos e difíceis de detetar, o que representa um desafio significativo para cidadãos, empresas e autoridades. Para os advogados, o maior obstáculo não é a falta de enquadramento legal, mas sim a complexidade técnica da prova digital, a necessidade de cooperação internacional e a escassez de recursos especializados.
Nesta edição da Advocatus, é abordado um tema relevante: a transição do ESG (Environmental, Social and Governance) no setor imobiliário. O ESG deixou de ser apenas um fator reputacional, tornando-se um requisito jurídico central. Os advogados alertam que esta mudança traz novos desafios contratuais, num quadro legal ainda repleto de lacunas e incertezas. O cumprimento dos critérios ESG é agora crucial para a valorização e financiamento dos ativos, enquanto o incumprimento pode expor os operadores a riscos regulatórios, contratuais e reputacionais significativos.
Raquel Galvão Silva, sócia da Linklaters, é destacada como a advogada do mês. Ela afirma que o seu novo cargo implica uma responsabilidade de liderança e desenvolvimento de talento, com o objetivo de consolidar a prática de contencioso e arbitragem. No atual ambiente global, Galvão Silva considera que a inteligência artificial está a transformar a forma como os litígios são geridos.
Por fim, a Sfera Legal Portugal surge da fusão de duas firmas nacionais, com o intuito de reforçar a sua ambição global. O sócio Tiago de Matos Fernandes revelou que a firma planeia expandir a sua presença em território nacional através da integração de outros escritórios de dimensão semelhante.
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Fonte: ECO





