A Burberry anunciou a nomeação de William Jackson como novo chairman do conselho de administração, sucedendo a Gerry Murphy, que deixa o cargo após nove anos. Esta decisão surge num momento crucial para a marca britânica de luxo, que recentemente reportou o seu primeiro lucro operacional em dois anos.
William Jackson, de 62 anos, assume oficialmente a posição de administrador não executivo a partir de 1 de julho de 2026. A sua eleição será submetida à votação na assembleia geral anual marcada para 15 de julho de 2026. A escolha de Jackson foi liderada por Orna NiChionna, administradora independente sénior, e foi aprovada pelo conselho de administração, que o considerou um administrador não executivo independente, conforme estipulado pelo UK Corporate Governance Code.
Gerry Murphy, de 70 anos, deixará o conselho de administração na apresentação dos resultados intercalares, prevista para novembro de 2026. William Jackson é um nome conhecido no setor, sendo o fundador e ex-CEO do fundo Bridgepoint Group Plc, que se estreou na bolsa de Londres em 2021.
Em termos financeiros, a Burberry apresenta receitas estáveis de 2,4 mil milhões de libras (cerca de 2,77 mil milhões de euros) no exercício terminado em março. O grupo registou um lucro operacional de 115 milhões de libras (132,7 milhões de euros), uma recuperação significativa após uma perda de 3 milhões de libras (3,4 milhões de euros) no ano anterior. Contudo, as ações da Burberry caíram 4% nas primeiras negociações em Londres, após a empresa alertar sobre o impacto da guerra no Irão nas suas vendas.
As vendas comparáveis na região da Europa, Médio Oriente, Índia e África apresentaram uma diminuição de 2% no quarto trimestre, o que levanta preocupações sobre a performance futura da marca. A Burberry, fundada em 1856 e com sede em Londres, enfrenta desafios, mas a nova liderança de William Jackson poderá trazer uma nova perspetiva estratégica.
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Burberry Nota: análise relacionada com Burberry.
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Fonte: ECO





