O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, manifestou-se hoje contra a ideia de que o seu partido deva combater o PSD, que é seu parceiro de coligação. Durante o Congresso do CDS, que teve início em Alcobaça, Nuno Melo considerou “anormal” que existam fações dentro do partido que optem por atacar o PSD, em vez de se concentrarem nos verdadeiros adversários: os socialismos e os populismos.
“Poderá haver quem entenda que, ao fazer do PSD o adversário, se está a prestar um grande serviço ao país. Contudo, essa não é a abordagem que defenderei”, afirmou Nuno Melo. O líder do CDS sublinhou que o seu foco deve estar na luta contra as ideologias que considera prejudiciais ao país.
Nuno Melo destacou que o CDS chega a este Congresso “muito melhor do que esteve em Guimarães”, onde foi eleito em 2022. O presidente do partido acredita que, ao longo dos últimos tempos, o CDS conseguiu recuperar o espaço político da centro-direita e, com isso, reforçar a sua presença no parlamento. “Vamos propor aos congressistas a continuação deste caminho, que tem transformado para muito melhor a vida de todos”, afirmou.
O líder do CDS reiterou que a prioridade deve ser a união entre os partidos da coligação, em vez de se criar divisões internas. Para Nuno Melo, o verdadeiro desafio reside na luta contra as ideologias que ameaçam a estabilidade e o progresso do país. “O que seria profundamente anormal seria numa coligação termos o CDS a combater o parceiro [o PSD]”, concluiu.
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Fonte: ECO





