Graphenest investe cinco milhões na produção de grafeno para defesa

A Graphenest, empresa portuguesa conhecida pela sua inovação no uso do grafeno, está a dar um passo significativo ao entrar no setor da defesa. A companhia está a preparar uma ronda de investimento de cinco milhões de euros, que visa aumentar a sua capacidade de produção de grafeno de uma tonelada para 50 toneladas anuais. Este material tem aplicações promissoras, especialmente na blindagem eletromagnética de drones, protegendo-os da deteção por radares.

Vítor Abrantes, CEO da Graphenest, sublinha que “o setor da defesa é, neste momento, uma prioridade estratégica”. O atual contexto geopolítico tem acelerado a procura por soluções europeias que garantam proteção eletromagnética, e o grafeno pode desempenhar um papel crucial nesse âmbito. A empresa já está em negociações com várias empresas portuguesas de referência no desenvolvimento de equipamentos de defesa, particularmente na área dos drones, e espera anunciar novidades concretas em breve.

Até agora, a Graphenest tem estado focada na mobilidade elétrica e na saúde. A empresa trabalha com fabricantes de cablagem e componentes eletrónicos que buscam alternativas mais leves e eficientes em comparação com soluções metálicas tradicionais. No setor da saúde, o grafeno tem sido utilizado como alternativa a metais como a prata em dispositivos médicos descartáveis, reduzindo custos e o impacto ambiental.

A unidade de produção da Graphenest, localizada em Sever do Vouga, tem atualmente uma capacidade instalada de cerca de uma tonelada de grafeno por ano. Com o aumento da produção, a empresa pretende reforçar a sua posição no mercado, que está avaliado em cerca de 10 mil milhões de euros até 2030, com a defesa a representar uma parte significativa dessa procura.

O CEO da Graphenest explica que “os materiais metálicos funcionam por reflexão do sinal eletromagnético, enquanto os materiais à base de grafeno têm uma forte contribuição de absorção”. Esta característica é especialmente relevante para a aplicação em drones, onde um revestimento de grafeno pode alterar a assinatura eletromagnética, permitindo que um drone seja confundido com um objeto natural ou uma aeronave de menor dimensão.

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A empresa está a preparar um plano de expansão que inclui o aumento da sua equipa, que atualmente conta com nove colaboradores. O objetivo é crescer para cerca de 50 profissionais até 2028, abrangendo áreas como engenharia química, ciência de materiais e desenvolvimento de negócios.

A Graphenest já captou cerca de 3,85 milhões de euros desde a sua fundação em 2015, e agora planeia levantar cinco milhões de euros nos próximos meses para iniciar a sua expansão industrial. Este investimento inicial será direcionado para a aquisição de equipamentos de produção, infraestrutura laboratorial e reforço da equipa técnica e comercial.

Com a mira no futuro, a Graphenest está a posicionar-se como uma plataforma capaz de fornecer soluções inovadoras para sistemas de defesa de nova geração, com a expectativa de que este setor represente uma parte substancial da sua faturação a partir de 2028.

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Fonte: ECO

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