Os dois portugueses que faziam parte da flotilha Global Sumud e que foram detidos pelas autoridades israelitas na segunda-feira estão “bem de saúde”, mas “bastante marcados pela situação”, conforme afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. Os ativistas, ambos médicos, são Maria Beatriz Bartilotti Matos e Gonçalo Reis Dias, que, ao início da tarde de hoje, estavam a caminho de Istambul, na Turquia, de onde devem regressar a Portugal na próxima sexta-feira.
Rangel destacou que, apesar de estarem a recuperar, os dois cidadãos estão a lidar com o impacto emocional da experiência vivida nos últimos dias, especialmente na quarta-feira. O chefe da diplomacia portuguesa confirmou que a embaixadora e o cônsul em Telavive tentaram contactar os detidos ao saírem do centro de detenção, mas foram impedidos pelas autoridades israelitas, o que levou a um protesto formal por parte de Portugal.
“As autoridades israelitas alegaram que a necessidade de acelerar a deportação impedia esse contacto. Nós expressámos o nosso descontentamento”, explicou Rangel. No entanto, mais tarde, já no aeroporto, o cônsul português conseguiu finalmente falar com os ativistas.
O ministro também informou que as famílias dos dois médicos foram notificadas e que a embaixadora portuguesa na Turquia, juntamente com o seu adjunto, estará à espera deles em Istambul para garantir que tudo decorre bem até ao embarque para Portugal.
O Governo português está a acompanhar a situação de perto. Na segunda-feira, Rangel já tinha convocado o embaixador israelita em Lisboa para protestar contra a detenção, que considera uma violação do direito internacional, uma vez que ocorreu em águas internacionais.
As Forças Armadas de Israel realizaram a interceção da flotilha humanitária em águas internacionais, onde cerca de 50 barcos tentavam chegar à Faixa de Gaza com aproximadamente 430 ativistas a bordo. As autoridades israelitas confirmaram que a deportação dos ativistas começou hoje.
A detenção dos portugueses e de outros ativistas gerou controvérsia, especialmente após a divulgação de imagens do ministro da Segurança Nacional israelita, Itamar Ben Gvir, a humilhar os detidos, o que provocou protestos em várias capitais europeias. A União Europeia classificou o tratamento dado aos ativistas como “completamente inaceitável”.
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Fonte: Sapo





