O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, confirmou esta quinta-feira que o partido votará contra as alterações propostas à legislação laboral. Durante uma conferência de imprensa realizada na sede nacional do PS em Lisboa, Carneiro acusou o governo de desconsiderar os parceiros sociais e de apresentar o que classificou como uma “contrarreforma laboral”.
Carneiro sublinhou que, caso a proposta avance para a especialidade, o PS irá apresentar sugestões de alteração. O líder do PS destacou a “gritante insensibilidade” do governo, que, segundo ele, propõe medidas que podem agravar a precariedade laboral, especialmente entre os jovens. “Esta insensibilidade é particularmente sentida pelas famílias que tentam equilibrar a vida pessoal e profissional, incluindo as que têm filhos menores”, afirmou.
Além disso, Carneiro criticou a proposta por desproteger os trabalhadores mais vulneráveis e alertou para o risco do regresso a “relações de trabalho informais”, o que, segundo ele, pode fazer com que o país “recue décadas em termos de evolução social e económica”. O secretário-geral do PS enfatizou que a falta de acordo em concertação social demonstra uma “incompreensível desconsideração pelos parceiros sociais”.
Em resposta a esta situação, José Luís Carneiro anunciou que o PS irá apresentar na próxima semana uma proposta focada em melhorar a competitividade da economia portuguesa. O objetivo é relançar o diálogo com os parceiros sociais, abordando questões como a valorização dos salários e a formação dos trabalhadores. “Quero contribuir para relançar o diálogo social, apresentando uma proposta que beneficie a competitividade e produtividade das nossas empresas”, disse.
O líder do PS já se reuniu com várias confederações, incluindo a Confederação dos Agricultores de Portugal e a UGT, e planeia encontrar-se com a CGTP. Questionado sobre a natureza da proposta que será apresentada, Carneiro afirmou que terá um âmbito “mais lato” do que a reforma laboral em discussão.
Carneiro também alertou que uma eventual subida do salário mínimo para 1.600 euros poderá ser utilizada como “moeda de troca” no contexto da reforma laboral, o que poderia levar à desvalorização das condições laborais. “É crucial que se tenha consciência de que essa manobra pode resultar na desvalorização das condições salariais dos trabalhadores”, advertiu.
Por fim, o líder do PS comentou as declarações da ministra do Trabalho sobre o atual Presidente da República, António José Seguro, afirmando que foram “profundamente infelizes” e que devem ser esquecidas.
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reforma laboral Nota: análise relacionada com reforma laboral.
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Fonte: ECO





