O Ministério da Administração Interna (MAI) veio a público, esta segunda-feira, rejeitar qualquer ilegalidade na gestão da SIRESP, a empresa responsável pelo Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal. O MAI afirmou que “não existe qualquer impedimento” que comprometa a idoneidade de Paulo Viegas Nunes, que recentemente reassumiu a presidência da empresa.
Esta posição do MAI surge na sequência de uma auditoria realizada à SIRESP, que abrangeu o período de 2022 a 2024, e que foi motivada por uma denúncia feita por um ex-vogal da empresa. Segundo o MAI, as conclusões da auditoria, que serão divulgadas publicamente em dezembro de 2024, não identificaram ilegalidades. As desconformidades de procedimentos que foram encontradas já foram corrigidas, conforme indicado no relatório da auditoria.
A reação do MAI acontece após a demissão do secretário-geral adjunto do ministério, António Pombeiro, que alegou “graves irregularidades” na gestão da SIRESP durante a presidência de Viegas Nunes. O MAI, sob a tutela de Luís Neves, garantiu que as alegações foram devidamente analisadas na auditoria realizada pela Inspeção Geral das Finanças.
Além disso, o MAI sublinhou que “não existe qualquer impedimento, reserva institucional ou decisão que coloque em causa a idoneidade” de Paulo Viegas Nunes para o cargo. O general do Exército foi eleito na assembleia geral da SIRESP, realizada na última sexta-feira, e regressa agora à liderança da empresa.
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, também se pronunciou sobre a situação, elogiando Viegas Nunes como um “servidor do Estado” e um dos maiores especialistas em comunicações no país. Durante uma visita à Escola Secundária Alexandre Herculano, no Porto, Carneiro expressou a sua esperança de que não haja tentativas de prejudicar o general devido ao seu compromisso com o interesse público.
A gestão da SIRESP continua a ser um tema de debate, especialmente com as recentes mudanças na liderança e as alegações de irregularidades. O MAI reafirma a confiança na capacidade de Viegas Nunes para liderar a empresa, essencial para a segurança e emergência em Portugal.
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Fonte: ECO





