Num recente painel intitulado “Mulheres com ECO”, especialistas em liderança discutiram a importância da inteligência emocional no contexto da liderança feminina. Alexandra de Almeida Ferreira, diretora de Marca e Comunicação da PLMJ, Joana Cunha D’Almeida, sócia da Antas da Cunha Ecija, e Daniela Silva e Sousa, general counsel da Start Campus, concordaram que as mulheres enfrentam desafios únicos no mundo corporativo, desde preconceitos subtis até expectativas diferenciadas sobre o estilo de liderança.
Joana Cunha D’Almeida destacou que a presença feminina em posições de decisão traz uma representatividade essencial. “As lideranças não são melhores ou piores por serem exercidas por homens ou mulheres. Contudo, a escassez de mulheres em cargos de topo confere uma força adicional à sua representatividade”, afirmou. Esta observação sublinha a relevância da inteligência emocional, que se torna um ativo valioso para liderar equipas.
Daniela Silva e Sousa acrescentou que as mulheres são frequentemente avaliadas não apenas pelos resultados, mas também pela sua forma de liderar. “Se um homem é assertivo, é visto como competente; se uma mulher é assertiva, pode ser considerada dramática”, comentou. Muitas mulheres adaptam a sua comunicação e postura para se ajustarem a um ambiente ainda permeado por preconceitos culturais. “O desenvolvimento da inteligência emocional é fundamental para liderar equipas de forma eficaz”, reforçou.
Alexandra de Almeida Ferreira também abordou a complexidade que as mulheres enfrentam em comparação com os homens, especialmente em contextos de liderança. “Historicamente, os homens chegaram a esses cargos mais rapidamente, e isso faz com que as mulheres tenham uma visão mais abrangente sobre as decisões a tomar”, explicou. A maternidade, segundo Daniela Silva e Sousa, é outro fator que impacta a progressão de carreira das mulheres, especialmente em profissões exigentes como a advocacia. “É crucial que as organizações implementem mecanismos de apoio para que as mulheres não sejam penalizadas por serem mães”, defendeu.
No que diz respeito à equidade de género, Joana Cunha D’Almeida revelou que, no seu escritório, 62% dos profissionais são mulheres, embora a percentagem de sócios ainda não reflita essa equidade. “Estamos a apenas 2% de alcançar a paridade, o que é um grande avanço”, afirmou. Todas as participantes concordaram que a mudança não depende apenas de legislação, mas também de uma transformação cultural que começa na educação e nos exemplos familiares.
Para as novas gerações de advogadas, as especialistas deixaram conselhos valiosos. Joana Cunha D’Almeida incentivou as mulheres a não se autolimitar, enquanto Daniela Silva e Sousa sugeriu que substituam os medos por sonhos. Alexandra de Almeida Ferreira, por sua vez, recomendou que trabalhem arduamente, mas que escolham ambientes onde o seu esforço seja reconhecido.
A discussão também abordou a crescente complexidade do sistema fiscal português, com Joana Cunha D’Almeida a afirmar que as frequentes alterações legislativas tornam o contexto desafiador para os advogados. “O papel do advogado fiscalista tornou-se cada vez mais estratégico, especialmente com a ascensão da inteligência artificial”, concluiu.
Leia também: A importância da diversidade nas equipas de liderança.
inteligência emocional inteligência emocional Nota: análise relacionada com inteligência emocional.
Leia também: Corticeira Amorim paga dividendo e eventos económicos em destaque
Fonte: ECO





