Mota-Engil antecipa funcionamento de centrais de biometano em 2023

A Mota-Engil Ambiente e Energia anunciou que as cinco primeiras centrais de biometano sustentável, que resultam da purificação de biogás, deverão começar a funcionar ainda este ano. A informação foi revelada em Coimbra pelo CEO da empresa, Hugo Pereira, durante um evento que contou com a presença do secretário de Estado Adjunto e da Energia, Jean Barroca.

Estas instalações estão localizadas em estações de tratamento de resíduos já existentes, nomeadamente em Coimbra e Aveiro (ERSUC), Leiria (Valorlis), Seixal (Amarsul) e Amadora (Valorsul). O projeto representa um investimento total de 25 milhões de euros e tem um potencial de valorização de 600 mil toneladas anuais de resíduos urbanos biodegradáveis, que serão convertidos em biometano para injeção na rede nacional de gás.

Hugo Pereira classificou este investimento como “um primeiro passo relevante para o país”, sublinhando a necessidade de mais projetos para desenvolver o mercado do biometano. De acordo com as previsões, as cinco unidades do projeto “Biometano – Economia Circular ao Serviço da Descarbonização” poderão produzir até 170 GWh (Gigawatt-hora) em 2026.

Além das centrais que entrarão em funcionamento este ano, a Mota-Engil já está a trabalhar em mais cinco projetos que deverão ser concluídos entre 2027 e 2030. Estes projetos, que se localizam em várias regiões do país, permitirão aumentar a produção total de biometano para 500 GWh em quatro anos.

Hugo Pereira destacou que este investimento é uma parte fundamental da estratégia da Mota-Engil para crescer no setor do biometano. O projeto, que conta com o apoio do Fundo Ambiental através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), receberá 8,39 milhões de euros, e visa a primeira injeção de biometano à escala na rede nacional de gás natural.

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A mudança na valorização do biogás gerado a partir da fração orgânica dos resíduos é significativa, com uma estimativa de cerca de 20,3 milhões de metros cúbicos de biogás a serem valorizados anualmente. O secretário de Estado Adjunto e da Energia, Jean Barroca, lembrou que a meta é que 9% do consumo energético em 2030 provenha de biometano, aumentando para 18% até 2040. Este objetivo ambicioso, segundo Barroca, requer um suporte financeiro adequado, uma vez que muitos destes projetos não são viáveis sem uma estrutura tarifária que ajude a cobrir os custos iniciais.

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Fonte: ECO

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