O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho fez duras críticas aos políticos que, na tentativa de agradar a todos, acabam por se tornar postiços. Numa intervenção de quase 50 minutos durante a apresentação de um livro, Passos Coelho afirmou que esses políticos se assemelham a “prostitutos sem caráter”.
O ex-líder do PSD sublinhou que a política deve ter uma dimensão de liderança, alertando para uma “maldição” que afeta tanto o espaço europeu como o português. Segundo Passos, os líderes têm medo de desagradar, o que é “virtualmente impossível” a longo prazo. Ele advertiu que, ao tentarem evitar o populismo, os políticos do mainstream acabam por adotar posturas populistas, o que, historicamente, não resulta.
“O que é autêntico e genuíno sempre se manifesta de forma mais eficaz do que o que é postiço”, afirmou, acrescentando que o postiço carece de integridade e se torna dependente do aplauso momentâneo. Embora não tenha especificado a quem se dirigia, a sua crítica foi feita ao lado do líder do Chega, André Ventura.
Passos Coelho continuou a sua reflexão, avisando que a mesma multidão que aplaude esses políticos postiços rapidamente os condena quando o futuro indesejado se concretiza. “Se não queremos que esse futuro chegue, é preciso fazer algo que nos distinga dos outros”, disse.
O ex-primeiro-ministro reiterou a ideia de que, por vezes, o mais importante não é vencer eleições, mas sim defender os princípios em que se acredita. “Há pessoas que não se importam de perder a defender aquilo em que acreditam”, afirmou, destacando que o mundo precisa de líderes autênticos e não de políticos postiços.
Além disso, Passos Coelho elogiou as medidas tomadas em Portugal para controlar a imigração, que é considerada excessiva por muitos. “Ao ritmo a que as coisas estavam, estaríamos a falar não do povo português, nem da cultura portuguesa”, concluiu.
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Fonte: ECO





