A seguradora GamaLife anunciou que irá distribuir 70 milhões de euros em dividendos, após ter registado um lucro líquido de 32,6 milhões de euros em 2025. Este valor representa uma redução significativa em relação ao ano anterior, onde o lucro foi de 65,2 milhões de euros. Apesar da diminuição, a GamaLife mantém uma trajetória positiva, sendo este o quinto ano consecutivo com resultados financeiros favoráveis.
De acordo com o relatório anual divulgado, o rácio de solvência da GamaLife subiu de 246% para 270% no final de 2025. Este aumento é um sinal de robustez financeira, mesmo com a decisão de canalizar uma parte significativa dos lucros para os acionistas, nomeadamente o gestor de fundos Apax Partners.
O lucro do ano foi impactado por uma redução nos ativos por impostos diferidos, consequência da diminuição das taxas de imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas em Portugal. Os lucros antes de impostos totalizaram 65,1 milhões de euros, abaixo dos 72 milhões de euros registados em 2024. O resultado normalizado antes de impostos foi de 56,4 milhões de euros, em linha com os 60,5 milhões de euros do ano anterior.
A produção total da GamaLife atingiu 475 milhões de euros em 2025, refletindo uma ligeira redução de 3% nas poupanças-reforma em Portugal, enquanto os prémios permaneceram estáveis em Itália. Notavelmente, os contratos de investimento em Portugal aumentaram 44%, alcançando 218 milhões de euros, embora este crescimento tenha sido parcialmente compensado por uma diminuição de 40% nos contratos de seguro, que totalizaram 125 milhões de euros.
Em Itália, a GamaLife viu um aumento marginal na produção total, que se fixou em 132 milhões de euros. O novo negócio foi crucial para compensar a redução da carteira existente. Em julho de 2025, a seguradora emitiu com sucesso 125 milhões de euros em novas obrigações Tier 2, com um prazo de 10,25 anos e um cupão de 5,25%, substituindo uma emissão anterior.
A GamaLife também tem vindo a expandir a sua presença em Itália, reforçando parcerias estratégicas, como a colaboração com a Banca Macerata e a Banca Popolare del Cassinate. No final de 2025, o total de ativos da seguradora era de 7,5 mil milhões de euros, uma diminuição de 3,7% em relação ao ano anterior, atribuída principalmente a saídas líquidas no mercado italiano.
Matteo Castelvetri, CEO da GamaLife, comentou que 2025 foi um ano de geração de capital e aumento da solvência, destacando o regresso bem-sucedido aos mercados de capitais internacionais. Castelvetri expressou otimismo em relação ao futuro, afirmando que a empresa está “bem posicionada para um 2026 positivo”.
A GamaLife tem sido alvo de especulação quanto a uma possível venda, com concorrentes como a Generali e o grupo francês BPCE a serem mencionados como potenciais compradores. A seguradora mantém um contrato de distribuição exclusiva de produtos do ramo Vida com o Novobanco até 2039.
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Fonte: ECO





