O Festival ECO, que teve lugar no Centro Cultural de Belém em Lisboa, deu início às comemorações do 10.º aniversário da plataforma, reunindo leitores, parceiros e figuras de destaque em diversas áreas como economia, política, cultura, liderança e inovação. Este evento destacou-se pela troca de ideias e experiências, com foco na importância da liderança em tempos de mudança.
Ana Figueiredo, CEO da Meo, sublinhou a necessidade de as organizações se reinventarem constantemente. Para ela, a verdadeira liderança implica a capacidade de “levar as pessoas para onde elas não acham que precisam de ir, mas precisam de estar”. Esta visão é crucial, especialmente em grandes empresas que enfrentam desafios constantes.
Francisco Neto, selecionador da Seleção Portuguesa de Futebol Feminino, complementou a discussão ao afirmar que um bom líder não deve ter medo. Para ele, a coerência é fundamental, especialmente quando se lidera um grupo de atletas. “Estamos a liderar pessoas, não apenas jogadoras”, destacou, enfatizando a importância de entender o lado humano por trás de cada atleta.
Ambos os líderes partilharam a ideia de que a reinvenção é essencial. Francisco Neto, que está à frente da seleção há mais de uma década, afirmou que, para transmitir uma mensagem eficaz, é necessário adaptar o próprio processo de liderança. Ele lembrou que, apesar do desejo de vencer todos os jogos, é crucial focar nos jogos certos.
Ana Figueiredo, que lidera a Meo desde abril de 2022, destacou que a operadora sempre foi uma empresa de referência no setor. “Todos os trimestres reforçamos a nossa liderança”, afirmou, referindo-se à pressão adicional que a empresa enfrenta como operadora incumbente. A gestora, que tem uma longa carreira na Altice, enfatizou que as exigências que recaem sobre a Meo são superiores às dos seus concorrentes.
O evento também foi marcado por momentos de reflexão sobre as decisões difíceis que ambos tiveram de tomar em prol da cultura organizacional. Francisco Neto mencionou a dificuldade de não convocar jogadoras importantes, uma decisão que pode ser incompreendida, mas que é necessária para o bem do grupo. Ana Figueiredo, por sua vez, falou sobre a complexidade de substituir pessoas com base no perfil, mesmo quando o desempenho não está em causa.
Por fim, ambos os líderes abordaram a importância de criar referências no futebol feminino. Francisco Neto destacou que, há 20 anos, as jovens jogadoras apenas tinham referências masculinas. Hoje, é fundamental que as jogadoras atuais se tornem ícones para as futuras gerações. “Temos de criar referências”, afirmou, mencionando jogadoras como Francisca Nazareth e Jéssica Silva como exemplos a seguir.
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Fonte: ECO





