Festival ECO discute desempenho em várias áreas com humor

O Festival ECO, que teve lugar esta quarta-feira no Centro Cultural de Belém (CCB) em Lisboa, assinalou o início das comemorações do décimo aniversário do ECO. Este evento, que reúne leitores, parceiros e figuras de destaque em diversas áreas, promoveu um espaço de partilha de ideias sobre economia, política, cultura, liderança e inovação.

Durante os primeiros momentos do festival, temas como desporto, cultura e gestão foram abordados por 12 intervenientes, que não hesitaram em incluir humor nas suas intervenções, como a referência ao “azeite ranhoso”. António Costa, diretor do ECO, deu o tom para as conversas, enfatizando a importância de “ajudar a pensar o país e cruzar temáticas”.

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, destacou que os grandes desafios atuais não podem ser analisados de forma isolada. Para ela, é fundamental discutir economia em conjunto com tecnologia, inovação, educação e sustentabilidade. O desempenho, tanto das pessoas como das empresas, foi o fio condutor das discussões, permeando todos os painéis.

Balseiro Lopes sublinhou o papel da cultura no desempenho da economia nacional, afirmando que “a cultura não vive à margem da economia” e que é um ativo estratégico para a projeção externa de Portugal. O desporto também teve destaque, com Pedro Duarte e André Villas-Boas a falarem sobre a importância da emoção e responsabilidade na liderança, especialmente em tempos de mudança.

Villas-Boas, presidente do Futebol Clube do Porto, referiu que o clube está a trabalhar para uma gestão mais responsável e sustentável, admitindo que a conquista da Liga dos Campeões é um desafio difícil devido à concorrência dos clubes ingleses. No entanto, anunciou que o FC Porto irá lançar uma nova equipa de futsal sénior, mostrando que o desempenho do clube se está a diversificar.

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Outro painel abordou a questão do desempenho e a importância do descanso. Pedro António, administrador executivo do Grupo Ageas, partilhou que a empresa lançou um programa que capacita gestores como se fossem atletas, destacando a relevância de hábitos saudáveis para a performance. O professor José Soares, envolvido neste programa, reforçou que todos devem ser vistos como atletas em busca de excelência.

A conversa também incluiu um toque de rivalidade futebolística entre argentinos e portugueses, com o chef Chakall a criticar a falta de marketing em Portugal, especialmente em relação ao azeite. Para ele, “os portugueses falham na embalagem”, o que impede a valorização dos seus produtos.

Nuno Delgado, medalhado olímpico, encerrou um dos painéis com uma mensagem motivacional sobre a importância de arriscar e aprender com os erros, afirmando que todos têm o direito de ser campeões. Bernardo Maciel, da Yunit Consulting, ligou o desporto ao mundo dos negócios, destacando que as lições do desporto podem inspirar o desempenho empresarial.

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Fonte: ECO

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