No debate quinzenal realizado esta quarta-feira no Parlamento, o secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, acusou o Governo de teimosia ao não adotar medidas eficazes para mitigar os efeitos da inflação. A resposta do primeiro-ministro, António Costa, centrou-se na necessidade de prudência e na demora do executivo em tomar decisões, que, segundo ele, foi de um ano.
Carneiro destacou que Portugal é um dos países da União Europeia com a maior subida da inflação, apontando para o aumento dos custos de bens alimentares não transformados, combustíveis, rendas e habitação. “Desde que tomou posse, aumentou os impostos sobre os combustíveis e os portugueses estão a pagar as suas decisões. Até quando vai manter esta insensibilidade e esta teimosia?”, questionou.
Luís Montenegro, líder do PSD, respondeu às críticas, recordando que o anterior Governo socialista também enfrentou uma situação de inflação elevada a partir de 2022, após a pandemia e a guerra na Ucrânia. “O Governo socialista, do qual o senhor deputado [José Luís Carneiro] fez parte, teve uma taxa de inflação mais do dobro da atual e demorou mais de um ano a tomar medidas. Medidas que agora o PS reclama que sejam tomadas numa semana”, afirmou Montenegro.
O líder do PSD defendeu que tanto o seu partido como o atual Governo têm abordado a inflação com prudência. “É isso que estamos a fazer com sentido de responsabilidade”, concluiu, sublinhando a necessidade de um equilíbrio nas decisões a tomar em tempos de crise económica.
A discussão sobre a inflação e as suas consequências continua a ser um tema central na agenda política, refletindo a preocupação dos cidadãos com o aumento do custo de vida. As diferentes abordagens dos partidos revelam a complexidade da situação e a dificuldade em encontrar soluções rápidas e eficazes.
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Fonte: ECO





