Saab propõe parcerias em Portugal para venda de caças Gripen

A empresa sueca Saab está a posicionar-se como uma forte candidata na corrida para substituir a frota de F-16 de Portugal, que se encontra em fim de vida. A Saab acena com a possibilidade de replicar em Portugal a estratégia de parcerias que teve sucesso no Brasil, onde a colaboração com a indústria local de defesa resultou na criação de 13 mil empregos diretos e indiretos.

Recentemente, a Saab assinou dois memorandos de entendimento (MoU) com empresas portuguesas, a OGMA e a Critical Software. Daniel Boestad, vice-presidente do negócio Gripen na Saab, afirmou que a empresa está a explorar a criação de parcerias em Portugal. “Vimos um grande interesse nos Gripen no mercado mundial e na Europa. Vamos precisar de parceiros aqui em Portugal”, disse Boestad.

Os projetos com a Critical Software focarão no desenvolvimento de software relacionado com a aviação, enquanto a colaboração com a OGMA, que pertence à Embraer, poderá abranger áreas como produção, manutenção e reparação. A Saab espera que a execução destes MoUs possa resultar na criação de empregos sustentáveis e qualificados em Portugal, embora Boestad não tenha avançado números concretos.

No Brasil, após a aquisição de 36 caças Gripen, ficou acordado que uma parte das aeronaves seria produzida localmente, o que já levou à criação de milhares de postos de trabalho. A Saab acredita que um modelo semelhante pode ser implementado em Portugal, dada a qualidade da indústria de defesa nacional.

João Pedro Mortágua, gestor de negócio da área de Defesa da Critical Software, destacou a importância da parceria com a Saab, referindo que a empresa está a trabalhar em sistemas de missão críticos e que espera contribuir para o desenvolvimento de novas funcionalidades para os Gripen. “Temos empresas muito boas em Portugal capazes de participar em programas destes”, afirmou Mortágua.

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A Saab enfrenta concorrência da Lockheed Martin, que oferece os caças furtivos F-35, uma opção que agrada à Força Aérea Nacional. No entanto, a Saab garante que os Gripen são “de longe os mais baratos” e enfatiza as suas capacidades de atualização rápida de software.

O atual contexto geopolítico entre a Europa e os Estados Unidos pode influenciar a decisão do Governo português. O ministro da Defesa, Nuno Melo, já alertou para a necessidade de considerar as opções disponíveis, tendo em conta a previsibilidade dos aliados e o impacto na economia nacional.

A Saab, ao ser uma opção europeia, poderá ter uma vantagem competitiva, mas a decisão final cabe ao Governo português. “O Gripen é um caça europeu, mas as relações com os EUA são muito importantes”, concluiu Boestad.

Leia também: O impacto das decisões de defesa na economia nacional.

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Fonte: ECO

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