Banco de Fomento aumenta capital em 1,5 mil milhões até 2027

A Comissão Europeia aprovou, a 12 de maio, a prorrogação do mandato do Banco Português de Fomento (BPF) até ao final de 2032. Esta decisão permite que a instituição continue a apoiar o financiamento da economia portuguesa, especialmente em áreas onde existem falhas de mercado.

O enquadramento aprovado em 2020 permanece em vigor, permitindo ao BPF intervir em segmentos onde as empresas enfrentam dificuldades de acesso ao financiamento. As operações do banco estarão sujeitas às regras europeias de auxílios de Estado, que incluem regulamentos de isenção e regras de minimis. Além disso, qualquer atividade fora do mandato aprovado terá de ser notificada à Comissão Europeia.

Bruxelas determinou que as operações do BPF em condições de mercado devem ocorrer apenas em áreas previamente identificadas com falhas de mercado. O objetivo é evitar distorções da concorrência e garantir que operadores privados não sejam afastados. A regulamentação europeia prevê também revisões periódicas para reavaliar as falhas de mercado que justificam a intervenção pública.

Em paralelo, o Ministério das Finanças anunciou um aumento de capital de 1,5 mil milhões de euros para o Banco Português de Fomento, uma medida que visa reforçar a capacidade financeira da instituição e sustentar o crescimento da sua atividade até 2030. Este aumento de capital será realizado ao longo de quatro anos, elevando o capital total do banco para 2 mil milhões de euros.

Com este reforço, o BPF estima mobilizar cerca de 30 mil milhões de euros em financiamento para a economia, o que representa aproximadamente 10% do Produto Interno Bruto (PIB) português. A subscrição será feita pelo Estado português de forma faseada, garantindo assim a implementação do plano estratégico do banco.

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Sem esta injeção de capital, o crescimento do Banco Português de Fomento poderia ser limitado devido às exigências regulatórias. O aumento de 1,5 mil milhões de euros deverá resultar numa melhoria significativa do rácio CET1, um indicador crucial da solidez financeira dos bancos. As projeções do BPF indicam que esta operação permitirá manter níveis de capital confortáveis até 2030, aumentando a capacidade da instituição para conceder garantias e financiamento.

A combinação da extensão do mandato europeu e do aumento de capital representa um passo importante para consolidar o papel do Banco Português de Fomento como um instrumento central na política pública de financiamento da economia. Num contexto onde o investimento e a competitividade empresarial são prioridades, esta medida é vista como essencial para o crescimento económico do país.

Leia também: O impacto do financiamento público na economia nacional.

Banco Português de Fomento Nota: análise relacionada com Banco Português de Fomento.

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Fonte: Sapo

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