Nos primeiros cinco meses de 2026, Portugal registou a criação de 24 022 novas empresas, o que representa uma diminuição de 5,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esta quebra, que equivale a menos 1 324 empresas, marca o fim de uma tendência de crescimento que se tinha verificado desde 2021, interrompida apenas por uma ligeira descida de 1,2% em 2024.
Os dados, provenientes do Barómetro da Informa D&B, revelam que a diminuição na criação de empresas afetou todas as regiões e distritos do país. A maioria dos setores de atividade registou quebras significativas, com a agricultura e outros recursos naturais a perderem 318 empresas e o setor dos transportes a ver uma redução de 283 novos negócios. O alojamento e restauração também não escaparam a esta tendência, com menos 253 constituições.
Por outro lado, apenas três setores conseguiram registar crescimento neste início de ano. O destaque vai para a construção, que ganhou 272 novas empresas, continuando a trajetória de crescimento que se verifica desde 2020. Este aumento é impulsionado pela elevada procura por habitação, reabilitação urbana e boas oportunidades de negócio. As tecnologias da informação e comunicação, assim como o comércio grossista, também apresentaram subidas, embora de forma mais modesta.
Em relação ao encerramento de empresas, entre janeiro e maio de 2026, 4 842 empresas fecharam as suas portas, o que representa uma diminuição de 20% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este número, ainda provisório, sugere uma melhoria na taxa de sobrevivência das empresas, com um total de 14 420 encerramentos nos últimos 12 meses, o que equivale a uma descida de 8,4% face ao período anterior. Esta melhoria foi generalizada, abrangendo todos os setores e regiões do continente, com destaque para a redução nos fechos do comércio a retalho, alojamento e restauração, e serviços empresariais.
Contudo, nem todas as atividades seguiram a tendência de redução de encerramentos. O comércio a retalho por correspondência ou via internet registou um aumento quase triplo nos encerramentos. Outros setores, como os serviços administrativos, a limpeza geral de edifícios, o transporte rodoviário não regular de passageiros e o comércio de material ótico, também viram crescer o número de encerramentos nos últimos meses.
A criação de empresas e o encerramento de negócios são indicadores cruciais para a saúde económica do país. A análise destes dados pode ajudar a perceber as dinâmicas do mercado e a ajustar estratégias para fomentar o empreendedorismo. Leia também: O impacto da digitalização na criação de empresas em Portugal.
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Fonte: Sapo





